29 Set, 2016

Bispo de Coimbra quer “sentido ético profundo” na ação da Cáritas Diocesana

Para o bispo de Coimbra, a instituição da diocese presidida pelo padre Luís Costa “nunca vê apenas números” no trabalho solidário que desenvolve há 60 anos

O bispo de Coimbra, Virgílio Antunes, defendeu hoje um “sentido ético muito profundo” para a ação da Cáritas Diocesana, centrada na pessoa independentemente da sua etnia, opção política ou religiosa.

“O que está em causa é a pessoa, enquanto tal, na sua necessidade”, afirmou, no encerramento da apresentação do programa de atividades da Cáritas Coimbra para o período de 2016 a 2017, sob o lema “Comunidade promotora de um desenvolvimento sustentado”.

Para o bispo de Coimbra, a instituição da diocese presidida pelo padre Luís Costa “nunca vê apenas números” no trabalho solidário que desenvolve há 60 anos.

“Desejo que continue por esta via de desenvolvimento, tendo em conta todas as suas diferentes dimensões”, preconizou.

Vincando a sua posição, o prelado definiu desenvolvimento como “tudo aquilo que constitui contributo para um melhor bem da pessoa em comunidade”.

Quando se fala em “desenvolvimento sustentado”, na opinião de Virgílio Antunes, tal “significa que algo está a falhar na nossa sociedade” e que deve ser alterado.

O bispo deu o exemplo do envelhecimento, que importa ser ativo, para recomendar que “a sociedade tem de incluir na sua estratégia de crescimento outras áreas e outras dimensões”, frisando que a Cáritas tem de continuar a encarar a pessoa como “objetivo central” das suas atividades de solidariedade social.

“Perscrutar os desafios societários de cada tempo é uma necessidade e uma ocasião para avaliar e projetar o caminho que falta fazer”, disse também Luís Costa, pouco antes.

Para a Cáritas de Coimbra, “o compromisso com o desenvolvimento económico e social de uma região passa pelo investimento nas pessoas em todas as fases da vida humana”, disse o presidente da instituição, realçando a aposta na “construção de uma cidadania ativa”.

Atualmente, a Cáritas Diocesana “não dispõe dos meios, humanos e materiais, idênticos aos tempos idos, mas continua comprometida com essa intervenção pastoral que dinamize as diversas comunidades”, acentuou o padre.

O presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra e da Câmara da Figueira da Foz, João Ataíde das Neves, foi outro dos oradores da sessão, na sede da Cáritas de Coimbra, tendo apresentado a “Estratégia de desenvolvimento económico e social da região”, a concretizar com apoio financeiro europeu até 2020.

Intervieram ainda o investigador António Cunha, do Instituto Pedro Nunes, ligado à Universidade de Coimbra, e Jorge Brandão, em representação da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro.

LUSA

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