Apresentada hoje campanha para promover papel dos nutricionistas na saúde

A iniciativa, da Ordem dos Nutricionistas, pretende que estes profissionais estejam em “número certo” em “todos os locais onde a alimentação e a nutrição seja a prática necessária”

A Ordem dos Nutricionistas apresenta esta terça-feira, no Museu Nacional dos Coches, em Lisboa, uma campanha que visa promover o papel dos nutricionistas na saúde e sensibilizar para a importância de estarem nos “locais certos e em número certo” para atender às necessidades da população.

“O que fazemos, faz bem” é o lema da campanha nacional, que pretende sensibilizar a população para a importância destes profissionais na promoção da saúde no que diz respeito à prática de uma alimentação mais saudável.

“Queremos que a profissão de nutricionistas seja mais valorizada em Portugal e queremos também que os próprios nutricionistas sintam mais orgulho na profissão que abraçaram”, disse à agência Lusa a bastonária da Ordem dos Nutricionistas, Alexandra Bento.

Hoje em dia a maior causa de morte em Portugal está relacionada com os maus hábitos alimentares, disse a bastonária, lembrando os alertas que a Organização Mundial de Saúde tem vindo a fazer para que os países desenvolvam medidas para “promover a saúde”, através de uma “alimentação mais saudável e mais assertiva”.

Para a bastonária, os nutricionistas são os profissionais indicados para ”auxiliar neste desiderato”.

O objetivo da Ordem é que os nutricionistas estejam em “número certo” em “todos os locais onde a alimentação e a nutrição seja a prática necessária”.

Deu como exemplo os hospitais e centros de saúde, mas também a restauração coletiva, a indústria alimentar e o terceiro setor.

O Serviço Nacional de Saúde (SNS) tem menos de metade do número mínimo de nutricionistas que seriam necessários para a dimensão da população portuguesa.

“Na atualidade, o número total de nutricionistas no SNS é pouco mais de quatro centenas e nós sabemos que para um serviço adequado seriam necessários, no mínimo, 900”, elucidou Alexandra Bento.

Mas – acrescentou – também estão “em número insuficiente em outras instituições que também são importantíssimas para a saúde da população, como é o caso da indústria alimentar, da restauração coletiva e do terceiro setor”.

Em Portugal, a prevalência das doenças crónicas não transmissíveis, habitualmente associadas a desequilíbrios nutricionais, assumem já níveis preocupantes, refere a Ordem.

“Mais de 50% da população portuguesa tem excesso de peso, mais de três milhões de pessoas sofrem de hipertensão arterial e a diabetes está diagnosticada em 12% dos portugueses”, sublinha.

Por outro lado, as estatísticas mostram que entre 29% e 47% dos pacientes admitidos nos hospitais encontram-se em risco nutricional, sendo que 6 a 15% encontram-se mesmo em situação de desnutrição.

“Urge diminuir a quantidade do sal, do açúcar e de gordura e ninguém melhor do que os nutricionistas para auxiliarem no sentido da inovação e da saúde”, defendeu Alexandra Bento.

 

ler mais

RECENTES

ler mais