11 Jan, 2017

Adesão de à Aliança M8 – o G8 da Saúde – vai permitir acesso aos centros de decisão mundiais da medicina

A entrada na Aliança M8 - o G8 da Saúde - permitirá a Portugal o acesso aos palcos de decisão das principais linhas de desenvolvimento da Medicina Mundial e da Saúde Global, defendeu hoje o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).

A entrada na Aliança M8 – o G8 da Saúde – permitirá a Portugal o acesso aos palcos de decisão das principais linhas de desenvolvimento da Medicina Mundial e da Saúde Global, defendeu hoje o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).

O presidente do CHUC, José Martins Nunes, que fez a apresentação do líder da Aliança M8 – o G8 da Saúde – e da Cimeira Mundial de Saúde como Doutor Honoris Causa pela Universidade de Coimbra, destacou o alemão Detlev Ganten como “eminente personalidade de cientista e académico de grande prestígio mundial e grande amigo de Portugal e de Coimbra”.

Martins Nunes, em declarações à agência Lusa, disse que a estreita colaboração com a Aliança M8 e com a Cimeira Mundial de Saúde proporciona a Portugal, através do CHUC e da Universidade de Coimbra, “o acesso aos palcos de decisão das principais linhas de desenvolvimento da Medicina Mundial e da Saúde Global, com a possibilidade de incrementar de forma determinante a posição de Portugal no campo da cooperação com os sistemas de saúde dos Países de Língua Oficial Portuguesa”.

“Para o CHUC, que o professor Ganten já visitou por diversas ocasiões em reuniões de trabalho, a consagração da relação entre a cidade de Coimbra e a M8 Alliance constitui uma valiosa oportunidade de consolidar a sua estratégia de internacionalização e de cooperação com hospitais universitários de referência em todo o mundo e uma excelente plataforma de enriquecimento e de valorização dos seus profissionais no plano da interação com realidades assistenciais e técnico-científicas de projeção internacional”.

O presidente do CHUC reconheceu também que Detlev Ganten, que também é presidente da Fundação do Hospital Charité de Berlim, “desempenhou um papel decisivo na adesão do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e da Universidade de Coimbra como únicos representantes de Portugal naquela que é mais relevante associação planetária de universidades e de hospitais universitários”.

“O Doutoramento Honoris Causa pela Universidade de Coimbra, por proposta da Faculdade de Medicina de Coimbra e do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, releva ainda a importância e o prestígio do Serviço Nacional de Saúde no contexto global, valoriza a Medicina Portuguesa e dá à cidade de Coimbra uma oportunidade única de visibilidade e prestígio global e oportunidades diversas para a criação de riqueza através do ‘conhecimento’”.

Lembrou também que “as empresas tecnológicas de base saúde, os ‘nichos’ de investigação, as oportunidades que emergem das relações internacionais nesta área, podem ter impacto direto na criação de riqueza”.

“Assim consigamos ser ambiciosos na procura de sinergias com centros de ‘conhecimento’ globais”, disse José Martins Nunes.

“Esta é, pois, uma ocasião de consagração do professor Ganten e uma ocasião de congratulação para a Saúde de Coimbra, para a cidade e para o CHUC, cuja importância e projeção devem ser muito sublinhadas”.

Portugal está representado desde outubro de 2015 na Aliança M8 pelo consórcio CHUC e Universidade de Coimbra (UC)

A Aliança M8 tem como missão principal a melhoria da saúde a nível global. Promove a investigação translacional, bem como a inovação na abordagem da prestação de cuidados, almejando o desenvolvimento de sistemas de saúde eficazes na prevenção da doença.

No âmbito da integração do consórcio português na Aliança M8, a conferência intercalar da Cimeira Mundial de Saúde de 2018 vai realizar-se em Coimbra, a 19 e 20 de abril.

O evento de Coimbra será dedicado ao tema da Medicina de Fronteira, analisando diversas vertentes da prestação de cuidados de saúde em condições adversas, quer por se tratar de zonas subdesenvolvidas, quer por haver situações de guerra e pós-guerra, fluxos de refugiados, alterações climáticas e pandemias.

São esperados na conferência intercalar de abril de 2018 cerca de 700 especialistas provenientes de todo o mundo, da Europa à Ásia, passando pela África, Médio Oriente, América do Norte, Central e do Sul, que se vão reunir no Convento São Francisco.

A conferência intercalar decorre na primavera, em diversas partes do mundo, em alternância semestral com a Cimeira, que se realiza anualmente, em outubro, na cidade alemã de Berlim.

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