12 Mai, 2026

Médicos aderem à greve geral de 3 de junho contra reforma laboral e crise no SNS

O Sindicato dos Médicos do Norte anunciou a adesão à greve geral de 3 de junho, convocada pela CGTP, em protesto contra a reforma laboral e o agravamento das condições no Serviço Nacional de Saúde, alertando para a falta de médicos de família e a sobrecarga dos profissionais.

Médicos aderem à greve geral de 3 de junho contra reforma laboral e crise no SNS

O Sindicato dos Médicos do Norte, ligado à Federação Nacional dos Médicos (FNAM), confirmou hoje a participação na greve geral de 3 de junho, integrando o protesto convocado contra as alterações à legislação laboral e contra o que descreve como deterioração das condições de trabalho no SNS.

A estrutura sindical, liderada por Joana Bordalo e Sá, refere que a situação no sistema de saúde se agravou, sublinhando a falta de cerca de 800 médicos de família e a existência de aproximadamente 1,6 milhões de utentes sem médico atribuído. O sindicato alerta ainda para o encerramento recorrente de serviços de urgência e para a crescente dependência do setor privado.

No comunicado, os médicos criticam propostas associadas à reforma laboral, apontando riscos como o aumento do horário de trabalho até 50 horas semanais, maior precariedade, desregulação de horários e limitações à contratação coletiva e ao direito à greve.

A FNAM defende que qualquer “Pacto para a Saúde” deve assentar num reforço efetivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), com equipas completas, vínculos estáveis e melhores condições salariais, rejeitando medidas baseadas sobretudo no aumento do trabalho suplementar.

O sindicato considera ainda que os incentivos recentes ao trabalho nas urgências não resolvem a falta estrutural de profissionais e podem agravar a exaustão médica.

A greve geral de 3 de junho foi convocada pela CGTP e o pré-aviso foi entregue na segunda-feira, após o fim das negociações com o Governo sem acordo sobre a reforma laboral.

LUSA/SO

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