2 Fev, 2026

Hospitais privados europeus apelam a maior coordenação com sistemas públicos de Saúde

Os hospitais privados defendem a necessidade de “estruturas de financiamento justas, transparentes e realistas”, que tenham em conta o aumento dos custos operacionais.

Hospitais privados europeus apelam a maior coordenação com sistemas públicos de Saúde

A União Europeia de Hospitalização Privada (UEHP) assinou uma declaração conjunta em que apela a uma maior coordenação entre os setores público e privado da Saúde, como resposta ao aumento da procura de cuidados e à escassez de recursos humanos que afeta o setor a nível europeu.

A declaração foi assinada durante a assembleia geral da UEHP, que assinala os 35 anos da organização e reuniu, em Roma, representantes de 17 países e de mais de seis mil hospitais e clínicas privadas da Europa. Portugal esteve representado pela Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP). A capital italiana foi escolhida por ser a cidade onde a federação foi criada, em 1991.

No documento, os signatários reforçam o compromisso de “melhorar e reforçar a resiliência dos sistemas de saúde e garantir cuidados de saúde de elevada qualidade para todos os cidadãos europeus”.

“Os hospitais privados são um pilar essencial dos sistemas de saúde europeus, representando uma parte significativa da capacidade hospitalar e contribuindo de forma decisiva para o acesso, a continuidade e a qualidade dos cuidados prestados aos cidadãos”, lê-se na declaração.

Em dez pontos, os representantes do setor privado da Saúde sublinham ainda que a falta de profissionais é “um dos desafios mais críticos” enfrentados atualmente pelos sistemas de saúde europeus, defendendo a adoção de políticas europeias e nacionais coordenadas para atrair, formar e reter profissionais. Estas políticas devem, segundo o documento, reconhecer “a contribuição de todos os prestadores de cuidados no planeamento e na formação da força de trabalho”.

Os hospitais privados defendem igualmente a necessidade de “estruturas de financiamento justas, transparentes e realistas”, que tenham em conta o aumento dos custos operacionais, a inflação, as restrições de mão de obra e o investimento contínuo em inovação e qualidade.

A cooperação entre os sistemas público e privado é considerada “essencial” para reforçar a capacidade de prestação de cuidados de saúde de elevada qualidade, melhorar os resultados em saúde e garantir o acesso de todos os cidadãos europeus a todas as áreas dos cuidados de saúde.

Citado na nota, o presidente da UEHP, Óscar Gaspar, salientou que “nos últimos 35 anos, a Europa e a Saúde sofreram enormes transformações” e que os cidadãos exigem atualmente respostas eficazes no acesso aos cuidados de saúde e à inovação.

“Os hospitais e clínicas privadas são um parceiro essencial para responder a esses desafios”, afirmou.

Na declaração conjunta, os hospitais privados europeus reafirmam ainda o compromisso do setor com a qualidade, a inovação e a responsabilidade, apelando à colaboração de decisores políticos, outros prestadores de cuidados, profissionais de saúde e doentes na construção de “uma Europa mais saudável, mais justa e mais resiliente para as gerações vindouras”.

SO

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