28 Nov, 2025

Infertilidade afeta uma em cada seis pessoas no mundo – OMS

A OMS alerta que a infertilidade afeta uma em cada seis pessoas no mundo ao longo da vida reprodutiva e que mais de um terço das mulheres nesta situação sofre também violência dos parceiros. A organização divulgou hoje um guia com 40 recomendações de prevenção, diagnóstico e tratamento.

Infertilidade afeta uma em cada seis pessoas no mundo – OMS

A infertilidade afeta uma em cada seis pessoas no mundo em algum momento da sua vida reprodutiva e 36% das mulheres afetadas são igualmente vítimas de violência por parte dos parceiros, alerta a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O aviso surge no dia em que a OMS publica um guia com 40 recomendações para prevenção, diagnóstico e tratamento da infertilidade, destinado a profissionais de saúde, decisores políticos, organizações de apoio a pacientes e instituições.

Segundo a agência, trata-se de um problema em que “as mulheres são frequentemente culpadas enquanto os homens são ignorados”. A OMS define infertilidade como uma doença do sistema reprodutivo masculino ou feminino marcada pela incapacidade de engravidar após 12 meses de relações sexuais regulares e sem proteção.

“É um dos problemas de saúde mais negligenciados da nossa época e um desafio global para a igualdade”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante a apresentação do guia.

A organização sublinha que milhões de pessoas são obrigadas a suportar tratamentos caros ou pouco eficazes, sendo muitas vezes forçadas a escolher entre o desejo de ter filhos e a estabilidade financeira. Em alguns países, uma tentativa de fertilização in vitro pode equivaler a dois anos de rendimentos familiares.

A infertilidade está frequentemente associada a ansiedade, depressão, dificuldades relacionais e estigma social — impactos que recaem sobretudo sobre as mulheres.

O guia apresenta 40 recomendações sobre tratamentos adequados a diferentes condições clínicas e destaca opções eficazes e menos dispendiosas. Inclui ainda orientações para avaliar a necessidade de apoio social ou psicológico e informações sobre fatores que influenciam a fertilidade, como o tabagismo ou as infeções sexualmente transmissíveis.

Nos casos de infertilidade sem causa identificada, a OMS recomenda que os profissionais de saúde aconselhem alterações no estilo de vida ou a focalização nos dias mais férteis do ciclo menstrual, antes de avançar para técnicas como inseminação intrauterina ou estimulação ovárica.

“Capacitar as pessoas para tomarem decisões informadas sobre a sua reprodução é um imperativo de saúde e uma questão de justiça social”, sublinhou Pascale Allotey, diretora de Saúde Sexual, Reprodutiva, Materna, Infantil e do Adolescente da OMS.

SO/LUSA

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