Ministra da Saúde promete apresentar aos sindicatos o melhor que tem para oferecer
A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, comprometeu-se a levar às negociações com os sindicatos “o melhor” que o Governo tem para oferecer em termos de revalorização e dignificação das carreiras destes profissionais.

Durante a interpelação ao executivo que decorreu no parlamento, na sexta-feira, a pedido do BE, sobre o plano de emergência para a saúde, Ana Paula Martins foi questionada sobre as negociações com sindicatos que representam os profissionais do setor da saúde. “A nossa resposta é sim, queremos muito negociar. Neste momento são as carreiras especiais, a partir de setembro serão as outras carreiras gerais”, começou por dizer.
De acordo com a ministra da Saúde, a razão do adiamento para as reuniões que estavam inicialmente marcadas para a semana passada teve a ver “com questões de agenda”, mas também com outro aspeto. “O Governo – todo ele, não só a Saúde – está a fazer um trabalho profundo de avaliação com o Ministério das Finanças e Administração Pública para colocarmos em cima da mesa nas reuniões da próxima semana o melhor que temos para oferecer aos profissionais no âmbito não só da revalorização das suas carreiras, mas também na dignificação das mesmas”, afirmou Ana Paula Martins.
A deputada Paula Santos tinha feito um diagnóstico que considerou “muito preocupante” sobre a situação na Saúde, referindo os casos dos utentes sem médicos de família ou tempos de espera muito elevados, o que considerou ser “reflexo da falta de profissionais de saúde”. “Olhamos, quer para o que o Governo apresenta, quer para as intervenções, e não vemos qualquer compromisso sério para valorizar os profissionais de saúde”, lamentou.
O ex-bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, criticou o que “o Governo socialista de António Costa, apoiado pela geringonça”, deixou na saúde, dando como exemplos “mais de um milhão de pessoas sem médicos de família”, os tempos de espera para consultas, operações e tratamentos, os “70 mil doentes com necessidade de cuidados paliativos e sem acesso” e a situação da emergência médica. “Porque desamparou o governo socialista o estado social? Porque deixou de gostar do melhor que Portugal tem: as pessoas?”, disse.
LUSA
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