3 Dez, 2021

35% dos concelhos não têm farmácias com testes comparticipados

Nenhum distrito tem todos os concelhos com o mínimo de uma farmácia disponível para realizar testes gratuitos à covid-19.

Em Portugal continental, um terço dos concelhos (35%) não tem farmácias que realizem testes rápidos à covid-19 com comparticipação pelo Estado e não existe um distrito do país que tenha todos os seus concelhos com pelo menos uma farmácia a fazer este tipo de testes de forma gratuita, analisa o Jornal de Notícias.

Até ao final da tarde de ontem, o total de farmácias e laboratórios que permitem a realização de quatro testes gratuitos por mês – independentemente do estado vacinal ou da idade – é de 673 e de 181, respetivamente. A estes números soma-se, ainda, cerca de 200 farmácias que fizeram protocolos com os respetivos municípios.

Na plataforma do Infarmed, onde é possível aceder a uma lista de todos os locais onde é possível realizar testes rápidos à covid-19 comparticipados, pode ver-se que nenhum distrito do país tem todos os concelhos cobertos com pelo menos uma farmácia que promova este serviço. No distrito de Beja, por exemplo, há apenas uma farmácia, em Odemira, que oferece esta resposta.

Em Bragança, dos 12 municípios, cinco não têm farmácias com testes gratuitos. Em Castelo Branco, estas só existem em três do total de 11 concelhos, bem como em Faro, onde só seis concelhos, de 16, têm testes comparticipados. Em situação semelhante, está o distrito da Guarda com oito municípios com farmácias disponíveis de um total de 14. Também em Portalegre, nove dos 15 concelhos não têm farmácias com testes gratuitos, tal como em Viana do Castelo, onde metade dos dez concelhos não oferece esta resposta.

Apesar de em Lisboa, Porto, Braga e Coimbra a oferta ser maior, a procura continua a ser muito superior perante os recursos disponíveis, especificamente com as novas regras de testagem que entraram em vigor no passado dia 1 de dezembro.

Segundo revelou a presidente da Associação de Farmácias de Portugal (AFP), Manuela Pacheco, apesar de as entregas terem sido rateadas para evitar ruturas de stock, já há armazenistas com prateleiras vazias e sem data prevista de entregas. Também a Associação Nacional de Farmácias (ANF) admite a escassez de material, mas prevê reabastecimentos nos próximos dias.

SO

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