Viseu: Casa das Bocas vai receber nova USF

A Câmara de Viseu aprovou o projeto de reabilitação do edifício histórico da Casa das Bocas, que vai acolher uma USF, num investimento superior a 1,8 milhões de euros

A Câmara de Viseu aprovou o projeto de reabilitação do edifício histórico da Casa das Bocas, que vai acolher uma Unidade de Saúde Familiar (USF) no âmbito de um investimento superior a 1,8 milhões de euros.

No final da reunião do executivo, realizada ontem, o seu presidente, Almeida Henriques, explicou aos jornalistas que a USF “beneficiará um universo de 18 mil utentes”.

“É mais um grande passo que damos no sentido de dotar o centro histórico de âncoras”, frisou.

Segundo o autarca, este projeto “vai permitir devolver à cidade um património de elevado valor”.

Situada na Rua João Mendes (também conhecida por Rua das Bocas), esta é uma casa senhorial do século XVII que deve o seu nome às gárgulas existentes sob o beiral do telhado. A autarquia adquiriu-a há cerca de dois anos, por 230 mil euros.

“Quer a fachada, quer as duas escadarias, serão mantidas e depois todo o resto do edifício será requalificado”, explicou.

Após a aprovação do projeto, a autarquia vai “avançar de imediato” com a candidatura ao financiamento comunitário do Portugal 2020 e também com o concurso público.

Almeida Henriques disse que a obra deverá ser adjudicada no primeiro semestre do próximo ano, tendo depois um prazo de execução de um ano e meio.

Segundo o autarca, trata-se de “uma obra de grande complexidade”, que teve o contributo das universidades de Coimbra e da Beira Interior, uma vez que “o palácio está construído em cima de um lençol de água”.

Almeida Henriques anunciou também a aprovação de um acordo de cooperação com o Instituto da habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) que visa a promoção da nova linha de financiamento do programa Reabilitar para Arrendar – Habitação Acessível.

O objetivo da linha é “o financiamento de operações de reabilitação de edifícios com idade igual ou superior a 30 anos”, explicou, acrescentando que o fim pode ser “reabilitar para habitação própria ou para renda condicionada”.

Este programa tem uma dotação global inicial de 50 milhões de euros.

LUSA

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