Vacinas: “Este é um mundo que não pára”, diz a Dra. Isabel Esteves

No âmbito de mais um Congresso Virtual de Vacinas, a infeciologista pediátrica Isabel Esteves alerta que esta é uma área em permanente atualização e antecipa desenvolvimentos futuros.

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Qual é a importância da atualização dos profissionais de saúde na área das vacinas e, particularmente dos médicos?

São um âmbito de atuação médica em diferentes áreas e que é muito importante manter atualizado. É importante divulgar conhecimento para que se possam utilizar as vacinas da melhor forma possível. Existe agora possibilidade de utilizar as vacinas como prevenção das doenças em todas as faixas etárias.

Os médicos não têm facilidade em acompanhar as atualizações que vão surgindo em termos de novas indicações, novas vacinas. No entanto, precisam do conhecimento para o poderem aplicar da melhor forma. Por isso, esta é uma iniciativa louvável, porque usa os meios online para disseminar conhecimento sobre as vacinas.

Ao prevenirmos muitas doenças, estamos a fazer o melhor pela saúde dos indivíduos. Temos de manter essa luta.

É uma área em que as atualizações são constantes.

Sim. Quanto mais se sabe sobre cada doença em específico, sobre as variações da incidência, da epidemiologia das doenças infeciosas, etc, todas as recomendações vão sendo atualizadas de acordo com essas mudanças.

O que podemos esperar nos próximos tempos tanto em relação à melhoria de vacinas que já existam como em relação ao aparecimento de outras?

Muito trabalho já foi feito mas existem sempre novos alvos para as vacinas novas, que é necessário criar. Também é preciso utilizar as vacinas da melhor maneira, para promover uma duração duradoura ao longo de toda a vida e também conseguir atingir boas taxas de proteção em grupos mais suscetíveis (crianças, idosos, doentes crónicas, doentes com defeitos imunitários).

Relativamente ao futuro, existem desenvolvimentos tecnológicos e científicos a decorrer, nomeadamente ensaios de novas vacinas. Por exemplo, a forma como conseguimos as partículas ideais dos microrganismos para entrarem na constituição das vacinas está a ser otimizada. Temos também novos conhecimentos sobre o funcionamento do sistema imunitário e como vamos conseguir ativá-lo e gerar uma resposta de ‘memória’ mais prolongada. Estão também a procurar-se meios de administração de vacinas mais fáceis, indolores, utilizando por exemplo pensos sobre a pele. Há ainda avanços na forma como se prevê a resposta do individuo à vacina.

Este é um mundo que não pára. Existe sempre a necessidade de se desenvolverem novas vacinas, para, por exemplo, infeções que ainda não estão controladas (VIH, malária).

Outro desafio que temos pela frente é o da resistência aos antibióticos. Já está a ser feita muita investigação mas ainda não surgiu nenhuma vacina eficaz. Será uma ameaça global à saúde da população que pode ser debelada com novas vacinas.

Destacaria algum dos temas que vão ser abordados no Congresso Virtual de Vacinas?

São todos interessantes mas destacaria a vacinação contra infeções difíceis de controlar (atualização da vacinação contra o pneumococos); e também a atualização da vacinação em grupos de risco.

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TC/SO

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