Sindicato dos técnicos de diagnóstico e terapêutica desmente ministro das Finanças

Mário Centeno disse ontem no parlamento que já está concluída "a negociação coletiva com os Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica". Sindicato desmente e diz que as negociações se têm arrastado, sendo que a margem para acordo é reduzida.

Os Técnicos Superiores das áreas de Diagnóstico e Terapêutica (TSDTs) desmentem categoricamente as afirmações do ministro da Finanças, que, esta quarta-feira, garantiu que está concluída “a negociação coletiva com os Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica”. Num comunicado, a Direção Nacional do STSS (Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das áreas de Diagnóstico e Terapêutica) nega a afirmação do ministro.

Perante os deputados, numa Comissão Parlamentar conjunta de Finanças e Saúde, Mário Centeno disse que o governo concluiu “a negociação coletiva com os Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica que estava em curso há mais de uma década”. Já o STSS afirma que “prosseguem as negociações, embora com uma estreita margem para qualquer acordo” e diz “as negociações com o Governo arrastam-se a um ritmo inadmissível, não se visualizando o seu fim”.

O Sindicato afirma que ainda não chegou a acordo com a tutela em relação a matérias que considera serem “nucleares na negociação”. Em causa estão as tabelas salariais, as carreiras, o regime de avaliação e o descongelamento dos escalões. O STSS classifica as propostas do governo como uma “provocação aos TSDTs, pois, em muitos aspetos, este apresenta propostas que pioram a já grave situação dos mesmos, sem paralelo na Administração Pública”.

O sindicato deixa mesmo um aviso, dizendo que, “se do esforço de entendimento e negociação do STSS nada resultar, uma coisa fica clara: a responsabilidade do Governo é inequívoca, seja pelos eventuais efeitos de um conflito no normal funcionamento do SNS”. Ou seja, os técnicos de diagnóstico e terapêutica – uma classe bastante heterógenea onde cabem radiologistas, técnicos de análises clínicas ou fisioterapeutas – ameaçam avançar para uma nova greve. No comunicado, o sindicato lembra que uma paralisação, a acontecer, afetaria “praticamente todos os serviços de saúde, com especial incidência nos blocos operatórios, altas e internamentos hospitalares”.

COMUNICADO/ SO

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