9 Fev, 2022

Regulador da UE avalia vacina de reforço da Pfizer para crianças dos 12 aos 15 anos

O anúncio surge dias depois de a EMA ter divulgado estar a analisar um pedido da Pfizer/BioNTech relativamente a doses de reforço da sua vacina contra a covid-19 para adolescentes dos 16 aos 17 anos.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) anunciou estar a avaliar um pedido do consórcio farmacêutico Pfizer/BioNTech para utilização da dose de reforço da sua vacina contra a covid-19 em crianças dos 12 aos 15 anos.

“A EMA começou a avaliar uma solicitação para a utilização de uma dose de reforço da Comirnaty [nome comercial da vacina da Pfizer/BioNTech] em adolescentes com idades compreendidas entre os 12 e os 15 anos, estando também em curso a avaliação da aplicação em adolescentes mais velhos com idades compreendidas entre os 16 e 17 anos”, anunciou em comunicado o regulador farmacêutico da União Europeia (UE).

“As doses de reforço são dadas a pessoas vacinadas – pessoas que completaram a sua vacinação primária – para restaurar a proteção depois de esta ter diminuído”, recorda a agência europeia, numa altura em que apenas estão autorizadas na UE doses de reforço para a população adulta, com 18 ou mais anos.

Caberá ao comité de medicamentos humanos da EMA realizar uma “avaliação acelerada dos dados apresentados pela empresa que comercializa a Comirnaty, incluindo resultados de provas do mundo real em Israel”, esperando-se uma decisão para breve, segundo a nota à imprensa.

O anúncio surge dias depois de a EMA ter divulgado estar a analisar um pedido da Pfizer/BioNTech relativamente a doses de reforço da sua vacina contra a covid-19 para adolescentes dos 16 aos 17 anos, prevendo solicitação semelhante para 12 aos 15 anos, que agora chegou.

Ontem o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC, na sigla inglesa) informou também que “os resultados preliminares sugerem um aumento da eficácia da vacina contra a infeção por SARS-CoV-2 em adolescentes que receberam um reforço em comparação com adolescentes que completaram recentemente o curso de vacinação primária”.

Num relatório sobre a vacinação contra a covid-19 em crianças e adolescentes da União Europeia e Espaço Económico Europeu (UE/EEE), o ECDC considerou porém que, “nesta fase, deve ainda ser dada prioridade à conclusão das séries primárias na população elegível [adulta] e à administração de doses de reforço aos grupos prioritários, antes de se considerar dar doses de reforço a adolescentes com idades entre os 12 e os 17 anos sem condições subjacentes”.

LUSA/SO

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