Portugal AVC pede criação urgente de plano nacional de reabilitação para sobreviventes
Associação alerta para a falta de uma estratégia nacional e defende acesso equitativo a cuidados de reabilitação em todo o país. Portugal regista entre 25 mil e 30 mil episódios de AVC por ano.

Num comunicado divulgado por ocasião da data, a associação defende a “definição e implementação urgente de um plano nacional de reabilitação dos sobreviventes de AVC”, sublinhando que o percurso de cuidados não deve terminar após o tratamento hospitalar, mas continuar através de uma resposta de reabilitação ajustada às necessidades de cada pessoa. “Apesar da importância da reabilitação para a recuperação dos sobreviventes de AVC, Portugal continua sem uma estratégia nacional definida e implementada nesta área, apesar de a sua necessidade já ter sido reconhecida por unanimidade no parlamento”, salienta a organização.
A Portugal AVC considera que a reabilitação é determinante não só para recuperar capacidades motoras, cognitivas e de comunicação, mas também para combater a depressão, a ansiedade e o isolamento social, promovendo a reintegração familiar e comunitária. “Pretende-se também que este processo permita combater a depressão, a ansiedade e o isolamento social e promover a reinserção familiar e comunitári”, explica o presidente da associação, António Conceição, citado no comunicado.
Entre os benefícios da reabilitação, a organização destaca a recuperação da autonomia nas atividades do quotidiano, a melhoria da função motora e do equilíbrio, a recuperação das capacidades de comunicação e linguagem e a prevenção de complicações secundárias. O acompanhamento adequado pode ainda contribuir para reforçar a confiança dos sobreviventes e facilitar o regresso à vida familiar, social e comunitária.
Neste contexto, a associação defende que a reabilitação “não deve ser encarada como um custo, mas como um investimento na recuperação, na qualidade de vida e na participação social dos sobreviventes”.












