3 Set, 2021

OMS atenta à variante “Mu”, que não se espalhou em Portugal

A OMS especificou que a variante apresenta mutações que podem indicar um risco de resistência às vacinas.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) está a vigiar uma nova variante do coronavírus, batizada de “Mu”, que foi identificada pela primeira vez na Colômbia em janeiro. Em Portugal, há registo de pouco mais de duas dezenas de casos, até aqui com uma expressão reduzida.

A variante – B.1.621, de acordo com a nomenclatura científica – foi classificada como “variante a seguir”, precisou a OMS, no boletim epidemiológico sobre a evolução da pandemia.

A OMS especificou que a variante apresenta mutações que podem indicar um risco de resistência às vacinas e sublinhou que são necessários estudos suplementares para compreender melhor as suas características.

Esta variante, denominada com a letra grega Mu, esteve na origem de 24 casos de infeção em Portugal nos meses de junho e julho, avançou, ao jornal i, o microbiologista João Paulo Gomes, do INSA. Não terão surgido cadeias de transmissão com expressão significativa a partir desta variante, pelo desde o final de julho que o INSA não deteta nenhum caso de infeção com esta variante.

O surgimento, no final de 2020, de variantes que representam um risco para a saúde pública mundial levou a OMS a caracterizar as variantes a seguir e as variantes preocupantes, para hierarquizar as ações de vigilância e de investigação a nível mundial.

A OMS decidiu classificar as variantes a seguir ou preocupantes com recurso a letras do alfabeto grego para evitar a estigmatização de um país em particular e permitir ao grande público pronunciar os nomes mais facilmente.

Atualmente, a OMS considera que quatro variantes são preocupantes, entre as quais a Alpha, presente em 193 países, e a Delta, que circula em 170 países, enquanto há outras cinco variantes a seguir, incluindo a Mu.

A variante Mu foi detetada pela primeira vez na Colômbia, em janeiro. Depois foi assinalada noutros países da América Latina e na Europa.

“Apesar de a prevalência mundial da variante Mu e dos casos identificados terem diminuído e serem atualmente inferiores a 0,1%, a prevalência na Colômbia (39%) e no Equador (13%) aumentou constantemente”, explicou a OMS.

SO/LUSA

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