19 Set, 2018

Novo teste sanguíneo pode detetar cancro do pâncreas em fase inicial

Estágios iniciais de cancro do pâncreas podem ser detetados facilmente através de um novo exame de sangue desenvolvido por investigadores da Universidade de Lund, na Suécia, do Hospital Herlev, do Knight Cancer Center e da Immunovia AB.

Em comunicado de imprensa, é explicado que o cancro do pâncreas é, por norma, diagnosticado muito tarde. Ainda que esta doença possa representar menos de 3% de todos os casos de cancro, atualmente mata mais pessoas do que o cancro de mama. Em 2030, estima-se que o cancro do pâncreas seja o segundo tipo mais mortal do mundo.

No estudo foram usadas amostras de pacientes da Dinamarca e dos EUA, em diferentes estágios da doença. O exame de sangue é desenvolvido num chamado ‘microarranjo’ de anticorpos que consiste em centenas de fragmentos de anticorpos recombinantes. Esses fragmentos de anticorpos são específicos para várias proteínas de regulação imunológica, antígenos associados ao cancro, entre outros. Como o sistema imunológico é o primeiro a responder a ameaças de doenças complexas, como o cancro, as doenças autoimunes e as infecções, este ‘microarranjo’ foi criado para espelhar essa resposta precoce.

“O nosso teste pode detetar o cancro do pâncreas com 96% de precisão nos estágios I e II, existindo a possibilidade de intervenção cirúrgica bem-sucedida. Atualmente não há cura e são poucas as opções de tratamento num estado avançado, que é a fase onde é geralmente diagnosticado”, explica Carl Borrebaeck, professor do departamento de Imunotecnologia da Universidade de Lund.

No futuro, o método de rastreio poderá ser usado nas pessoas que estão em maior risco de desenvolver cancro de pâncreas, como os casos de risco hereditário, diabetes ou  inflamação crónica do pâncreas.

Os resultados podem ser consultados no Journal of Clinical Oncology.

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