26 Jan, 2022

Nova linhagem da Ómicron já circula em Portugal e poderá tornar-se dominante

Esta sub-linhagem foi identificada na Dinamarca, onde já representa 50% dos novos casos. Especialistas desvalorizam.

Num período em que os novos casos de covid-19 em Portugal estão associados à Ómicron, a emergência de uma segunda sub-linhagem da variante sul-africana, a BA.2, que poderá tornar-se dominante (bem como a possibilidade de causar reinfeções a quem teve covid-19 há pouco tempo com a variante BA.1 da Ómicron) estão agora a ser investigadas, de acordo com o jornal Sol.

Na semana passada, o Statens Serum Institute, da Dinamarca, lançou um alerta para a sub-linhagem BA.2 da variante Ómicron e para o facto de que esta já representa 50% dos novos casos no país. De acordo com a sua análise, a BA.2 regista tantas diferenças genéticas da BA.1 como as que foram encontradas entre a variante original de covid-19 e a Alpha, que se viria a sobrepor no Natal de 2020.

Ainda assim, apesar da possibilidade da Ómicron “2” parecer ter capacidade de se sobrepor à linhagem anterior e de, consequentemente, prolongar a atual vaga de infeções, os especialistas não estão preocupados face a um possível agravamento epidemiológico e ontem foi noticiado que o comité de aconselhamento de epidemias da Dinamarca recomendou a remoção das restrições a partir do final deste mês.

Em Portugal, de acordo com o relatório divulgado pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) sobre a diversidade genética de SARS-CoV-2 em Portugal, a Ómicron BA.1 é dominante. No entanto, desde a primeira semana de janeiro, os resultados de PCR com falha de gene S diminuíram, sendo que esse gene não está presente na BA.2, o que indica que esta sub-linhagem terá começado a circular, tendo posteriormente estabilizado.

Tendo em consideração que o INSA refere uma diminuição de cerca de 12% na proporção de amostras positivas para esta falha, atualmente a Ómicron original deve estar associada a 80% dos novos casos no país, representando a BA.2 entre 10 e 20% dos novos casos.

Ainda assim, os dados atuais “não ilustram um aumento acentuado e consistente da frequência relativa desta linhagem em Portugal, ao contrário do que se tem observado noutros países”, assinala o INSA.

SO

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