20 Set, 2024

Mpox: Regulador recomenda alargar vacinação a adolescentes

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) recomendou alargar a vacinação ao mpox a adolescentes, entre os 12 e os 17 anos, uma vez que a resposta imunitária é semelhante à dos adultos, para prevenir surtos.

Mpox: Regulador recomenda alargar vacinação a adolescentes

A recomendação surgiu na sequência de uma investigação que comparou a resposta imunitária à mpox de 315 adolescentes com a de 211 adultos e concluiu que “é semelhante”. “Desse modo, é possível concluir que a vacina irá produzir em adolescentes efeitos de proteção semelhantes aos que tem nos adultos”, sustentou a EMA.

As primeiras 100 mil doses da vacina contra o vírus mpox disponibilizadas pela União Europeia (UE) chegaram no início de setembro à República Democrática do Congo.

Em simultâneo, estão previstas mais 315 mil vacinas provenientes de Portugal, Espanha, Alemanha, França, Malta, Luxemburgo, Croácia, Áustria e Polónia, número que poderá ser superior, com outros Estados-membros que eventualmente queiram participar neste esforço conjunto.

As vacinas serão dadas ao Centro para Prevenção e Controlo de Doenças de África (CDC África) para distribuir pelos principais países mais afetados por este surto.

Também no início de setembro, durante uma audição no Parlamento Europeu, a diretora do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) revelou que o risco para a população dos países da União Europeia (UE) “é baixo”. “É preciso clarificar uma coisa, o mpox não é o próximo covid-19”, assegurou Pamela Rendi-Wagner.

Reconhecendo que “o tamanho do surto em África pode ser muito maior”, por falta de informações credíveis, a diretora do ECDC [Centro Europeu de Prevenção de Doenças] sustentou que os vírus do mpox e o SARS-CoV-2 se “espalham de maneiras diferentes, têm riscos completamente diferentes e também há uma vacina eficaz” para o mpox. “Não era esse o caso em 2020 quando começou a pandemia da covid-19”, completou.

A também antiga diretora-geral de Saúde Pública da Áustria recordou que o único caso registado da estirpe que está a propagar-se em África foi em Estocolmo, de uma pessoa que tinha viajado para uma das áreas naquele continente que estavam a ser afetadas pelo surto.

LUSA

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