Ministra da Saúde pede a novos médicos na ULS do Baixo Mondego que não desistam do SNS
"Não desistam de nós", apelou a ministra da Saúde, no encontro com os jovens médicos que vão iniciar funções da ULS Baixo Mondego.

A ministra da Saúde apelou aos 42 jovens médicos que iniciaram funções na ULS do Baixo Mondego (ULSBM) para que não desistam dos portugueses nem do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Durante uma visita ao Hospital Distrital da Figueira da Foz, sede da ULSBM, Ana Paula Martins dirigiu-se aos novos médicos, reunidos num auditório da unidade, reconhecendo as dificuldades que enfrentam no início da carreira e deixando um apelo direto: “Não desistam de nós”.
Mais tarde, em declarações aos jornalistas, a governante esclareceu o sentido das palavras dirigidas aos profissionais. “Eu acho que nenhum de nós pode desistir daquilo que é a sua missão. E ali falei para os nossos jovens médicos, há um grupo, no país inteiro, que começa hoje o seu internato, e, quando lhes disse ‘não desistam de nós’, referia-me, sobretudo, a não desistam de nós, portugueses”, afirmou.
Ana Paula Martins sublinhou ainda a importância da permanência destes profissionais no país e no SNS. “Não desistam do país, não era propriamente não desistam da ministra da Saúde. Nós precisamos que os nossos profissionais queiram ficar em Portugal, em primeiro lugar, queiram ficar no Serviço Nacional de Saúde, porque nós precisamos muito deles”, acrescentou.
Segundo dados divulgados pela ULSBM à agência Lusa, dos 42 novos médicos internos, 30 iniciam o ano de formação geral e 12 ingressam na formação especializada. Destes últimos, seis são da especialidade de Medicina Geral e Familiar, enquanto os restantes se distribuem pelas áreas de Ortopedia, Pneumologia, Cirurgia Geral, Medicina Interna, Pediatria e Saúde Pública.
Com a integração destes novos profissionais, a ULS do Baixo Mondego — que abrange os concelhos da Figueira da Foz, Soure e Montemor-o-Velho, servindo uma população estimada em cerca de 110 mil pessoas — passa a contar com aproximadamente 100 médicos em formação, incluindo os internos que transitam de anos anteriores.
SO/LUSA
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