25 Mai, 2020

Mais de 30% das consultas e cirurgias adiadas já foram remarcadas

A ministra da Saúde adiantou que as consultas já tinham sido remarcadas até à semana passada, "sem recurso a mecanismos adicionais".

“Até ao final da semana passada já havia mais de 30% de atividade de consulta e de cirurgia que tinha sido suspensa e que já estava remarcada e, portanto, sem recurso a mecanismos adicionais e este trabalho é um trabalho que vai ser continuado nos próximos dias e semanas, tendo nós a confiança que o SNS vai continuar a responder em épocas de não covid-19 ou de menor incidência da covid-19 com o mesmo desempenho e a mesma capacidade que respondeu durante a pandemia”, disse hoje a ministra Marta Temido.

A governante respondia sobre o plano de recuperação de atividade clínica suspensa devido à pandemia, na conferência de imprensa diária conjunta com a Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre o ponto de situação da covid-19 em Portugal.

O plano de recuperação da atividade suspensa “está a ser desenhado” e com base “nos levantamentos feitos pelas próprias instituições”, disse Marta Temido.

“Temos vindo a trabalhar há várias semanas com hospitais e unidades de saúde nesse tema. Esse é um trabalho que irá agora ter desenvolvimentos concretos e específicos em torno dos cuidados de saúde primários, através de um conjunto de reuniões que vamos realizar ao longo do dia de amanhã e da próxima semana e que ao nível das listas de espera hospitalares terá uma abordagem própria”, disse, referindo que a abordagem será primeiro discutida com os hospitais antes de ser tornada pública.

Marta Temido identificou as consultas de especialidade em dermatologia, oftalmologia, ortopedia e neurologia como as que têm maior número de pendências à espera de primeira consulta hospitalar, sendo estas as especialidades que já registavam listas de espera.

“Os problemas não mudaram de foco”, disse.

No que diz respeito a cirurgias, oftalmologia e ortopedia, esta última “das intervenções mais simples às altamente complexas” e também a neurocirurgia, “onde alguns atos só são praticados no SNS”, não tendo alternativa fora dele, são as especialidades que “mais preocupam” o Governo.

SO/LUSA

 

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