15 Dez, 2020

Mais de 250 ventiladores continuam inoperacionais por falta de uma peça

Peça escasseava no mercado. Dos cerca de 1200 ventiladores comprados pelo governo, mais de 500 ainda não chegaram aos hospitais.

Portugal comprou 253 ventiladores que continuam sem poder ser usados nos hospitais do SNS devido à falta de uma peça, avança a TSF.

De acordo com o primeiro relatório do Estado de Emergência, dos 1200 ventiladores adquiridos pelo governo, chegaram, até agora, aos hospitais 797 unidades. O mesmo relatório informava que já foram feitos 15 voos Pequim-Lisboa, que permitiram transportar 1182 ventiladores para Portugal. Com esta compra, Portugal deveria poder contar este ano com mais de 2100 aparelhos. “Tínhamos 1142 ventiladores e praticamente duplicámos a nossa capacidade de resposta de ventilação mecânica”, disse o Secretário de Estado da Saúde António Sales.

Contudo, centenas de aparelhos ainda não foram entregues às unidades de saúde por falta de uma peça que não veio de origem e que escasseava no mercado internacional. A peça em causa é um adaptador que serve para ligar o ventilador à rede de oxigénio.

Segundo avança o Ministério da Saúde à TSF, até este momento, o Estado português ainda não conseguiu comprar todas as “peças necessárias”. Os ventiladores estão, assim, a ser distribuídos “à medida que as peças vão sendo fornecidas e de acordo com as necessidades reportadas pelos hospitais e pela comissão” criada para acompanhar os cuidados intensivos durante a pandemia.

O Ministério não se compromete com uma data para estes ventiladores ficarem operacionais e esclarece que “é preciso serem certificados e avaliados para ver se está tudo a funcionar em pleno”.

Contudo, vários especialistas têm alertado para a escassez de recursos humanos nas Unidades de Cuidados Intensivos. “O problema é não termos pessoas suficientes para poder olhar para os ventiladores, mais importante, para tratar os doentes que estão nos ventiladores”, avisara já o presidente da Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos, João Gouveia.

TC/SO

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