22 Fev, 2019

Iniciativa de doação de medicamentos pelo Banco Farmacêutico regressa sábado

Este sábado, dia 23 de fevereiro, está de volta a campanha solidária da Jornada de Recolha de Medicamentos, uma iniciativa do Banco Farmacêutico que visa sensibilizar a população para as desigualdades no acesso aos medicamentos.

Neste dia, qualquer pessoa pode deslocar-se a uma das farmácias aderentes e ajudar uma instituição solidária através da doação de medicamentos a partir de um euro.

“Podem ser doados medicamentos novos, não sujeitos a receita médica, e também outro tipo de produtos de saúde necessários às instituições de solidariedade social”, explica Luís Mendonça, presidente do Banco Farmacêutico, a entidade promotora desta ação.

A lista de medicamentos é elaborada de acordo com as necessidades de cada instituição. O representante refere que a maioria dos medicamentos requisitados são “quase sempre para o alívio dos sintomas da gripe, das constipações e dores articulares”. Contudo, as necessidades podem variar de acordo com o tipo de instituição: “as que lidam mais com idosos solicitam também cremes hidratantes e lubrificantes para os olhos; as instituições de crianças pedem produtos para prevenir e tratar piolhos, e para os bebés pedem também muitos cremes hidratantes e cremes da muda de fralda, entre outros. Cada vez mais nos pedem produtos como luvas, compressas, pensos”, salienta.

A 11ª edição da Jornada de Recolha do Medicamento conta com o envolvimento de mais de 200 farmácias, em Portugal Continental e nos Açores, e com o apoio de cerca de 1000 voluntários. “A participação das pessoas tem-se mantido constante ao longo do tempo”, testemunha o presidente do Banco Farmacêutico, acrescentando que “ao longo destes 10 anos, recolhemos cerca de 100 mil embalagens de medicamentos, o que representa uma parte muito importante de dinheiro que estas associações poupam na compra desses medicamentos”.

“O feedback que temos dos voluntários e das farmácias é de que esta iniciativa faz sentido e que se sentem responsáveis pela diminuição destas desigualdades”, conclui.

Mónica Abreu Silva

 

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