23 Nov, 2021

Infeções por SARS-CoV-2 revelam tendência crescente nos mais velhos

Aumento de infeções nos mais idosos é mais ténue do que noutras faixas etárias. No entanto, o número de óbitos está a crescer.

As infeções por SARS-CoV-2 em Portugal têm vindo a aumentar nas últimas semanas e a faixa etária que representa as pessoas com mais de 60 anos não tem sido exceção. Na última semana, foram confirmados 3303 diagnósticos neste grupo, quando na semana anterior tinham sido 2187, analisa o jornal i.

Olhando apenas para a população com mais de 80 anos, se na semana anterior a proporção do aumento de casos se encontrava- nos 6%, na última semana registou-se um aumento de 22% (500 casos diagnosticados). Também no grupo de pessoas entre os 70 e os 79 anos, houve uma subida significativa de 69% face à semana anterior (1221 novos diagnósticos).

Ainda assim, apesar do aumento do número de infeções em pessoas mais velhas ser mais ténue do que noutros grupos etários, os dados disponibilizados pela Direção-Geral da Saúde (DGS) mostram também um aumento no número de óbitos nesta população associados à covid-19 (de 56 mortes na semana anterior passou para 74 na semana que terminou no dia 21 de novembro).

Recorde-se que estes são os grupos etários com maior taxa de letalidade e onde se têm reforçado vários receios no que diz respeito ao desvanecimento da proteção e de anticorpos conferidos pelas vacinas, sendo considerada como essencial a dose de reforço e a respetiva adesão das pessoas com idade igual ou superior a 65 anos.

Na passada sexta-feira, na reunião do Infarmed, o especialista do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), Baltazar Nunes, explicou que se não houver uma adesão de 99% dos idosos com mais de 65 anos elegíveis para reforço da vacinação antes do Natal, é possível que em janeiro e fevereiro, o número de doentes em cuidados intensivos ultrapasse o patamar dos 255, o qual foi definido como limite de risco.

No entanto, até ao momento, a chegada da terceira dose da vacina contra a covid-19 neste grupo etário é ainda inferior a 50%. No Algarve, a adesão rondava os 27% na semana passada, o que sugere que esta região é a que apresenta uma menor adesão à dose de reforço.

SO

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