23 Set, 2021

III Jornadas Multidisciplinares de MGF cativam mais de dois mil médicos com programa “prático e interativo”

O Hotel Sheraton Porto recebe a partir desta quinta-feira e até sábado (dia 25) a 3ª edição de umas Jornadas que se têm vindo a consolidar no panorama da MGF portuguesa.

Ao SaúdeOnline, o especialista em Medicina Geral e Familiar e um dos organizadores do evento, Paulo Pessanha, sublinha o enfase que será dado neste encontro (que terá um formato híbrido) à análise de casos clínicos.

Quais as expectativas para esta 3ª edição das Jornadas Multidisciplinares de MGF, em formato híbrido?

As expectativas são muito positivas. Tem havido muito interesse nestas jornadas. Temos limitações em termos de espaço nesta edição. A sala tem capacidade para mil pessoas mas são permitidas 650 pessoas. Tivemos muito pedidos para participação presencial, as pessoas estão ávidas de convívio. Temos mais 1200 pessoas com inscrições online. As jornadas têm, este ano, um formato híbrido.

É um encontro que se tem vindo a consolidar e a crescer no seio da MGF em Portugal.

Sim. As anteriores jornadas correram muito bem. Logo nas primeiras tivemos 600 inscrições. Em 2020, em formato virtual, tivemos 1100 pessoas. Têm sido jornadas muito bem aceites pelos médicos. São jornadas muito práticas, interativas, com muitos casos clínicos. Tentamos, entre nós, ver qual a melhor forma de ultrapassar os problemas dos doentes (porque tratar de uma maneira e não de outra, como vou seguir o doente, e se a medicação não correr bem). As jornadas são feitas por médicos de família para médicos de família, indo ao anseio das pessoas que vão assistir a elas. Isto sendo que temos sempre, em cada sessão, um médico hospitalar da respetiva especialidade e o médico de MGF.

Que sessões destaca no programa deste ano?

Temos uma sessão, de hora e meia, com três doentes a falar sobre a sua experiência a nível cardiovascular. São doentes que tiveram enfartes ou AVC que não tomavam a medicação. Vamos ver que atitudes temos de tomar para aumentar a adesão dos doentes à medicação.Temos outra sessão, também com hora e meia, com quatro cardiologistas de renome (dia 24, 12 horas), onde serão abordados vários temas da prática clínica. Por exemplo, vamos ver quando se deve pedir um determinado exame (angioTAC, ressonância magnética), se se deve pedir um dado exame se o doente tiver pacemaker ou um stent, etc.

Temos outra sessão interessante, que tem a ver com o doente com falta de ar (dia 24, às 15 horas). Vamos tentar perceber se a causa é cardíaca ou pulmonar. Outra sessão importante tem a ver com as alterações das análises – o que devemos fazer perante plaquetas altas ou baixas, quando referenciar para o hospital.

Outra sessão que destaco é a que aborda uma articulação (dia 25, às 9 horas), este ano o ombro (a ideia é, em próximas Jornadas, analisar a anca, o joelho, a coluna), com a ajuda de um ortopedista.

Há ainda outra sobre infecções urinárias na mulher (dia 25, às 11h45), que são muito frequentes.

TC/SO

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