20 Dez, 2018

Idosos do Oeste entre os primeiros do país a ter saúde monitorizada por telefone

A população de cinco concelhos do norte do distrito de Lisboa está entre os primeiros beneficiários do país da linha de apoio telefónico a pessoas com mais de 75 anos, que foi reativada três anos depois de ter deixado de funcionar.

A parceria entre os Serviços Partilhados do Ministério e as administrações regionais de saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) e do Norte foi estabelecida na segunda-feira, informou a ARSLVT.

A Linha do SNS 24 promove a proximidade entre os cidadãos e o Serviço Nacional de Saúde, e articula as respostas aos problemas de saúde, sociais e de segurança detetados.

O apoio telefónico abrange, para já, idosos dos Agrupamentos de Centros de Saúde Oeste Sul e Porto Oriental.

Na área do Agrupamento de Centros de Saúde Oeste Sul, existem mais de 21 mil idosos, 10% do número de utentes, a quem o apoio pode chegar, afirmou à agência Lusa o diretor António Martins.

Trata-se de um programa que “antecipa cuidados de saúde, previne doenças, combate a mortalidade e o isolamento” desta população, explicou o responsável.

Entre a população potencial do ACES Oeste Sul, 9.149 idosos são de Torres Vedras, 6.390 de Mafra, 2.878 da Lourinhã, 1.914 do Cadaval e 1.037 do Sobral de Monte Agraço, no distrito de Lisboa, de acordo com dados enviados à Lusa pelo ACES Oeste Sul.

“No Cadaval, já havia intervenções de enfermagem relacionadas com esta problemática do isolamento”, adiantou António Martins.

Apoiada pelo município, uma unidade móvel percorre aquele concelho a identificar idosos isolados, a diagnosticar as suas necessidades de saúde através de um enfermeiro e a dar apoio na marcação de consultas.

Agora através da linha, o ACES Oeste Sul espera “atender um maior número de utentes” que não frequentavam as consultas do médico de família.

No Cadaval, a unidade móvel dá apoio a mais de meia centena de idosos, com uma média de 81 anos e sem meios económicos.

Antes, esperavam mais de um ano por uma consulta médica e não conseguiam aceder a consultas de enfermagem, por isso não recorriam aos serviços de saúde, não se vacinavam nem efetuavam qualquer vigilância da diabetes ou da hipertensão.

LUSA

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