29 Jan, 2021

Hospital Lusíadas Lisboa lança consulta para tratar sequelas da covid-19

O Hospital Lusíadas Lisboa lançou recentemente a Consulta Pós-Covid, um novo serviço de consultas de caráter multidisciplinar que permitirá diagnosticar e tratar a Síndrome Pós-Covid.

Este novo serviço, de Consultas Pós-Covid,  é composto por várias especialidades clínicas que, após uma primeira teleconsulta de diagnóstico, reencaminham e supervisionam os doentes, de forma a conseguir minimizar e tratar as sequelas da doença.

A síndrome pós-covid é uma nova faceta da doença, que começou a ser diagnosticada ao longo da pandemia e que pode atingir vários sistemas no nosso organismo. Por norma, ocorre após a infeção aguda por SARS-CoV-2, mesmo quando as manifestações da doença são ligeiras e não necessitaram de internamento hospitalar.

Susana Moreira, especialista em pneumologia explica que “as manifestações desta nova síndrome são muito variadas, podendo ir desde quadros com gravidade, pulmonares ou cardíacos, até queixas de tosse, dor torácica, cansaço e falta de ar. Além disso, muitos doentes relatam também sintomas de ansiedade, depressão ou dificuldade de concentração. Por isto, é tão importante a criação desta Nova Consulta Pós-Covid que, após uma primeira teleconsulta de diagnóstico, nos permite encaminhar os doentes para a especialidade mais indicada e continuar a acompanhar o seu processo nesta nova manifestação da doença que tanto impacto tem vindo a ter na vida das pessoas.”

De acordo com os especialistas, esta patologia pode ainda ser divida em dois tipos: síndrome pós-agudo, quando os sintomas persistem após 3 semanas do diagnóstico ou síndrome crónico, quando os sintomas persistem para além das 12 semanas após o diagnóstico e que não podem ser explicados por outro tipo de doença.

Os dados internacionais mais recentes revelam que cerca de 10% dos infetados apresentem sintomas após 3 semanas do diagnóstico e que 35% dos infetados não se sentem no seu estado de saúde prévio após 14-21 dias do diagnóstico de infeção. Para os doentes que foram internados no contexto de covid-19 estes valores podem vir a ser superiores.

 

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