5 Jan, 2021

Hospital de Beja apoia o de Évora na resposta a infetados e casos suspeitos

Hospital de Évora ficou este fim de semana sem capacidade para receber mais doentes Covid. Beja já tem as quatro camas em UCI ocupadas e a enfermaria a 80%.

O hospital de Beja está a apoiar o hospital de Évora na resposta a infetados e suspeitos de infeção por covid-19, uma vez que aquela unidade deixou de receber novos casos devido ao aumento de afluxo nos seus serviços.

O apoio do hospital de Beja está a ser prestado desde sábado através da observação e, se necessário, do internamento de infetados ou suspeitos de infeção provenientes da área de abrangência do hospital de Évora, disse à agência Lusa a presidente da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA), Conceição Margalha.

A responsável disse que o apoio vai continuar a ser prestado enquanto o Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE) necessitar e o Hospital José Joaquim Fernandes, em Beja, tiver capacidade de resposta.

Segundo Conceição Margalha, desde sábado à tarde e até às 08:00 desta segunda-feira, o hospital de Beja recebeu e observou na Área Dedicada para Doentes Respiratórios e Covid-19 (ADR) do Serviço de Urgência Geral 15 utentes da área de abrangência do hospital de Évora.

 

Hospital de Beja já tem as quatro camas em UCI para doentes Covid ocupadas

 

Dos 15 utentes observados, cinco são doentes covid-19 e estão internados no hospital de Beja, três na área do Serviço de Medicina e dois na área da Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) dedicadas à covid-19.

De acordo com Conceição Margalha, atualmente, o hospital de Beja “não tem capacidade de internamento” de doentes na área da UCI dedicada à covid-19, porque está cheia, já que as quatro camas existentes estão ocupadas.

Já na área do Serviço de Medicina dedicada à covid-19, só estão disponíveis cinco das 24 camas existentes.

No domingo, num comunicado enviado à Lusa, o HESE informou que, “devido ao extraordinário aumento de afluxo de doentes” na ADR do seu Serviço de Urgência Geral, os doentes com covid-19 ou suspeitos de infeção pelos vírus que provoca a doença não devem ser encaminhados para aquela unidade.

Segundo o HESE, a informação sobre a situação com a indicação de que aqueles doentes e utentes suspeitos de infeção não devem ser encaminhados para aquela unidade já tinha sido enviada no sábado, por volta das 20:30, para o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU).

O HESE explicou que esta medida “está a ser reavaliada a cada 12 horas” e que “afeta apenas” os doentes com covid-19 e suspeitos de infeção pelos vírus que provoca a doença enviados pelo CODU.

“Todos os restantes” doentes “serão atendidos como habitualmente” e o Serviço de Urgência Geral “continuará a dar resposta aos doentes urgentes com outras patologias”, lê-se no comunicado do HESE.

No sábado à noite, estavam internados no HESE “69 doentes com covid-19”, estando “oito” em UCI, “o maior número registado” desde o início da pandemia.

“A enfermaria covid-3 iniciou o funcionamento em 23 de dezembro com 20 camas e já está lotada e o espaço da enfermaria covid-1 foi alargado, passando a utilizar o espaço das instalações da futura Unidade de Cuidados Intensivos, num total de 10 camas, que se encontra quase lotada”, acrescentou o HESE.

LUSA

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