5 Fev, 2021

Grupo Luz Saúde está a vacinar todos os funcionários, incluindo administradores

Grupo diz que todos os funcionários são essenciais. Contudo, só os "profissionais de saúde diretamente envolvidos na prestação de cuidados aos doentes" devem ter prioridade, diz o Ministério.

O Grupo Luz Saúde tem um curso o seu processo de vacinação, no qual prevê inocular todos os funcionários e administradores dos hospitais da Luz e de Loures (Beatriz Ângelo), de acordo com o Observador.

Num comunicado interno lê-se que, “para além dos profissionais médicos, de enfermagem, técnicos de saúde e auxiliares de ação médica, que pela relevância são os primeiros a ser vacinados”, há outros funcionários que já receberam ou vão receber a vacina. Esta decisão levanta dúvidas por muitos desses funcionários (seguranças ou auxiliares de limpeza, por exemplo) não terão prioridade.

No mesmo documento o grupo refere que é “igualmente importante proceder à vacinação de outros profissionais com exposição direta ao risco de contaminação, como auxiliares de limpeza, seguranças, técnicos de manutenção, das tecnologias de informação, administrativos das receções, profissionais que, à semelhança do que acontece por exemplo com bombeiros e forças de segurança, são essenciais ao funcionamento de um hospital e que merecem, igualmente, ser protegidos no desempenho das suas importantes funções”.

Além destes funcionários, o grupo sublinha que “as suas lideranças e equipas de gestão executiva devem, igualmente, receber a vacina, pois são elas que garantem, hora a hora, minuto a minuto, a tomada de decisões críticas, de planeamento e gestão”.

A presidente executiva da Luz Saúde, Isabel Vaz, diz que, apesar de não estar incluída no grupo prioritário, recebeu a vacina por ser administradora do lar Casas da Cidade, um dos dois lares do grupo que funciona ao lado do Hospital da Luz.

Esta quinta-feira à noite, o Presidente do Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos, Alexandre Lourenço condenou a vacinação de pessoas não prioritárias e defendeu um maior controlo nas regras para que não haja abusos na vacinação.

No entanto, as interpretações sobre a vacinação dentro das unidades de saúde têm variado, cabendo, segundo o Ministério da Saúde, aos hospitais indicar às autoridades de saúde os nomes dos “profissionais de saúde prioritários, tendo em conta os critérios de prioridade definidos no plano de vacinação”. Isto é, têm prioridade os “profissionais de saúde diretamente envolvidos na prestação de cuidados aos doentes”.

O Hospital São João também decidiu vacinar todos os funcionários. Já o Hospital de Santa Maria tem um entendimento diferente e deixou os administradores fora dos grupos prioritários.

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