19 Abr, 2018

Greve dos médicos vai mesmo avançar. SIM já entregou pré-aviso para os dias 8, 9 e 10 de maio

Sem acordo com o Ministério da Saúde, os dois sindicatos que representam os médicos já entregaram os respetivos pré-aviso de greve. Sindicato Independente dos Médicos entregou ontem o pré-aviso onde elenca 29 razões para a paralisação.

A greve dos médicos agendada para maio parece cada vez mais difícil de travar. Sem acordo com o Ministério da Saúde, os dois sindicatos que representam estes profissionais de saúde já entregaram os respetivos pré-aviso de greve. Depois de a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) ter oficializado a paralisação na semana passada, é agora a vez de o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) entregar o pré-aviso de greve para os dias 8, 9 e 10 de maio.

Em comunicado, o SIM volta a lembrar os motivos da greve. Entre as reivindicações deste sindicato está a limitação do trabalho suplementar a 150 horas semanais – uma situação que discrimina, pela negativa, a classe médica em relação ao resto da administração pública, acusa o SIM.

O SIM pede ao Ministério que reduza progressivamente até 12 horas o trabalho semanal em serviços de urgências e nas Unidades de Cuidados Intensivos e Intermédios, uma vez que garante que há médicos a trabalharem nestes serviços mais de 24 horas seguidas. Também as listas de doentes dos médicos de família são de novo algo de contestação, com o SIM a defender a redução para 1500 doentes por cada clínico.

As exigências ao nível do vencimento também não são esquecidas. O Sindicato pede uma “negociação da grelha salarial, de forma a poder responder à feroz concorrência do sector privado e do estrangeiro, tal como foi invocado a propósito da Caixa Geral de Depósitos”, bem como o pagamento de um subsídio de risco para os médicos do SNS.

A lista de exigências é extensa. O SIM defende a “obrigatoriedade de abertura de concursos para recém-especialistas de todas as áreas profissionais no prazo máximo de 60 dias após a homologação da nota final do exame de especialidade”, a recuperação de dias de férias em função da idade, a aproximação da idade da reforma dos médicos da das restantes profissões de risco.

Tal como a FNAM, o SIM exige o “desbloqueamento da negociação da carreira médica” e o fim dos médicos inderenciados, sem formação específica.

Saúde Online

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