12 Ago, 2026

Sindicato dos Enfermeiros reclama criação urgente de unidade de Oncologia no Santo António

O Sindicato dos Enfermeiros defendeu a criação urgente de uma Unidade de Oncologia no Hospital de Santo António, no Porto, para concentrar no mesmo espaço os doentes oncológicos e os profissionais que lhes prestam cuidados.

Sindicato dos Enfermeiros reclama criação urgente de unidade de Oncologia no Santo António

“Os doentes do foro oncológico, por não haver vaga no serviço de Hematologia, acabam por ser internados em outros serviços. É urgente criar uma unidade oncológica que acolha todos os doentes que necessitam de internamento”, afirmou o presidente do Sindicato dos Enfermeiros, Luís Silva, citado num comunicado.

Segundo o dirigente sindical, a concentração dos doentes numa unidade específica permitiria melhorar a prestação de cuidados oncológicos e reforçar a segurança dos procedimentos de enfermagem.

Luís Silva sublinhou que o Hospital de Santo António é um hospital-escola em várias áreas científicas e dispõe de centros de investigação “muito conceituados”, considerando que não se compreende que a unidade não disponha de uma estrutura dedicada à Oncologia.

Atualmente, os doentes oncológicos encontram-se distribuídos por diferentes serviços, uma situação que, segundo o sindicato, dificulta a organização das equipas e a continuidade dos cuidados, particularmente importante para pessoas em situação de maior vulnerabilidade.

A questão foi discutida num encontro entre o Sindicato dos Enfermeiros e o conselho de administração da Unidade Local de Saúde (ULS) Santo António, durante o qual também foi abordada a reorganização dos serviços.

O sindicato chamou a atenção, em particular, para a situação da Hematologia, que está atualmente integrada no Serviço de Nefrologia/hemodiálise.

“Esta organização deve ser repensada, tendo em conta a especificidade e crescente diferenciação das diferentes áreas”, defendeu Luís Silva.

Durante a reunião, o Sindicato dos Enfermeiros e a administração da ULS Santo António acordaram também procurar resolver com brevidade a falta de avaliação dos enfermeiros relativa aos anos de 2023, 2024 e 2025.

O atraso na avaliação destes profissionais tem impacto na progressão da carreira e nas remunerações. Segundo o sindicato, a situação relativa ao ano corrente já está resolvida, enquanto os anos em falta se encontram também em processo de regularização.

O SE salienta que são centenas os enfermeiros afetados por estes atrasos e considera que o problema está agora próximo de ser ultrapassado.

Outro dos temas discutidos foi a ausência de aplicação das medidas de valorização associadas à penosidade aos enfermeiros que trabalham em áreas particularmente desgastantes, como a Oncologia e a Saúde Mental.

O sindicato voltou ainda a alertar para a “crónica carência” de enfermeiros.

“A Tutela tem de autorizar mais bolsas de recrutamento de enfermeiros generalistas, mas também de enfermeiros especialistas e gestores para assegurar a qualidade dos serviços prestados”, defendeu o Sindicato dos Enfermeiros.

 

LUSA/SO

Notícia relacionada

Bolsa de 100 mil para projeto de Oncologia com IA na Fundação Champalimaud

ler mais

Partilhe nas redes sociais:

ler mais