8 Jan, 2019

Frio e gripe são o teste anual do algodão ao SNS, diz pneumologista Filipe Froes

O pneumologista e intensivista Filipe Froes considera que o inverno e a gripe funcionam como “o teste anual do algodão” ao Serviço Nacional de Saúde, que se encontra no limite e sem capacidade para responder a aumentos de procura.

“Quando chega o inverno e a altura da gripe, temos o teste anual do algodão ao SNS. E quando um SNS, que já em circunstâncias normais está no limite e sem reserva, se confronta com aumento do trabalho resultante do frio e do aumento da atividade dos vírus respiratórios, quem está no limite entra em falência e não tem qualquer capacidade de se adaptar”, disse o especialista à agência Lusa.

Anualmente, quando as temperaturas começam a baixar e quando a circulação de vírus respiratórios se intensifica, as urgências hospitalares, sobretudo, sentem um aumento de afluxo de doentes e este ano há já relatos de sobrelotação nalguns hospitais.

Para Filipe Froes, o SNS já não tem sequer capacidade de aumentar a oferta “para um ligeiro aumento da procura”, recordando que a época gripal ainda está no início e que a gripe ainda nem entrou na fase epidémica.

“O que há é um agravamento do desequilíbrio em que já vivemos. Já vivemos numa situação no limite, que é disfarçada pela dedicação e espírito de missão dos profissionais, que vão tentando compensar as falências do sistema”, afirma o pneumologista.

Filipe Froes entende que o “teste do algodão” do inverno e da gripe tem permitido tirar, sobretudo, duas conclusões: “Uma é a da que a resposta do SNS à gr