25 Mar, 2022

Faltam quase 100 enfermeiros nas urgências do Santa Maria, denuncia a Ordem

A situação reflete-se numa “sobrecarga de trabalho” destes profissionais e na “necessidade constante de realização de horas extraordinárias”.

As urgências do Hospital de Santa Maria têm falta de 97 enfermeiros, alertou a ordem desta classe profissional, com o Centro Hospitalar de Lisboa Norte a salientar o “enorme esforço” desenvolvido para reforçar as equipas.

A Ordem dos Enfermeiros (OE), liderada pela bastonária Ana Rita Cavaco, que visitou recentemente as urgências do hospital, “constatou que este serviço tem em falta 97 enfermeiros”, uma vez que é “composto por 125 profissionais, quando deveriam ser 222”.

Em comunicado, a OE adiantou que a visita ao serviço de urgência do Hospital de Santa Maria realizou-se na “sequência da exposição de várias situações à ordem que davam conta da insegurança na prestação de cuidados e após a apresentação de pedidos de escusa de 101 enfermeiros, pelas mesmas razões”.

De acordo com a OE, esta situação reflete-se numa “sobrecarga de trabalho” destes profissionais de saúde e na “necessidade constante de realização de horas extraordinárias”.

Segundo a ordem, de acordo com o regulamento que estabelece as dotações seguras dos cuidados de enfermagem, as urgências do Hospital de Santa Maria estão também a funcionar com 26 enfermeiros especialistas, quando deveriam ser 101 nesse serviço.

“Por outro lado, há nove enfermeiros ausentes, com ausências de longa duração, que não estão a ser substituídos”, sublinhou.

Na resposta à agência Lusa, o Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN) adiantou que tem concursos abertos e campanhas de recrutamento de enfermeiros “ativas há largos meses”.

Segundo o CHULN, tem sido desenvolvido um “enorme esforço” de reforço das equipas que, no caso do serviço de urgências central, resultou num “saldo líquido positivo de mais 32 profissionais de enfermagem em relação a janeiro de 2019”.

Este “reforço foi alcançado num contexto de forte competição no mercado por estes profissionais e que o CHULN garante que continuará a ser uma das suas prioridades”, referiu ainda o hospital.

De acordo com a mesma fonte, o serviço de urgência central do CHULN foi submetido a uma “grande pressão assistencial” nos últimos meses, com a reorganização das equipas e dos circuitos para dar resposta à pandemia de covid-19, a que se soma uma elevada procura de utentes com outras doenças.

SO/LUSA

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