4 Mai, 2022

Falta de medicamentos nas farmácias disparou em 2021

No topo da lista de faltas estão fármacos indicados para a esquizofrenia, disfunção urinária e diabetes tipo 2.

As faltas de medicamentos nas farmácias dispararam quase 70% em 2021 face a 2020, conclui o relatório ‘Gestão e Disponibilidade de Medicamentos’ do Infarmed.

No ano passado, foram registadas 20.881 faltas de medicamentos pelas farmácias comunitárias ou pelos utentes e hospitais/clínicas. As falhas, reportadas ao Centro de Informação (CIMI), corresponderam a 2.155 apresentações de medicamentos. Os dados mostram que “o número de notificações de faltas aumentou 69% em relação ao ano anterior, bem como o número de apresentações objeto de notificação (13%) e de farmácias notificadoras (44%)”, revela o Infarmed.

O Infarmed justifica o aumento acentuado de notificações com as “campanhas de sensibilização regularmente efetuadas pelo Infarmed junto das farmácias e das associações representativas do setor” para que reportem as falhas (muito estabelecimentos ainda não o fazem). Considera-se que um medicamento está em falta quando não é possível adquiri-lo, com recurso a uma receita, num período máximo de 12 horas.

Alguns dos 20 medicamentos comercializados com maior número de notificações de faltas em 2021 já constavam da lista de 2020, pelo que enfrentam um problema recorrente de falta de stock. No topo da lista, estão fármacos indicados para a esquizofrenia, disfunção urinária e diabetes tipo 2.

SO

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