11 Dez, 2025

Empresas de apoio domiciliário disponibilizam-se para ajudar a libertar mais de 2.200 camas hospitalares

A AEPAD defende que o apoio domiciliário é uma resposta "mais humana, mais eficiente e mais económica para o Estado”, permitindo aos utentes regressar às suas casas, ao mesmo tempo que liberta camas hospitalares.

Empresas de apoio domiciliário disponibilizam-se para ajudar a libertar mais de 2.200 camas hospitalares

As empresas privadas de apoio domiciliário manifestaram hoje disponibilidade para colaborar com o Estado na redução dos mais de 2.200 internamentos sociais que continuam a ocupar camas hospitalares em Portugal, anunciou a Associação das Empresas Privadas de Apoio Domiciliário (AEPAD).

Em comunicado, a associação revela que o setor “ainda tem capacidade para apoiar mais de 10.000 pessoas em ambiente domiciliário”, contribuindo para aliviar a pressão sobre os hospitais e oferecendo uma alternativa “mais humana, económica e eficiente”.

A AEPAD lembra que o aumento recente da procura nos serviços de urgência devido à gripe tem levado ao adiamento de cirurgias em vários hospitais, cenário que pode agravar-se nas próximas semanas. Perante este contexto, o setor — que integra 297 empresas e possui capacidade instalada para apoiar cerca de 16.000 utentes — afirma ter condições para acompanhar mais 10.000 pessoas em casa.

Segundo o presidente da associação, Nuno Afonso, “o setor está preparado para colaborar com o país”, dispondo de “equipas, capacidade instalada e cobertura nacional para garantir cuidados a milhares de pessoas que permanecem nos hospitais apesar de já terem alta clínica”.

A AEPAD defende que a resposta domiciliária “é mais humana, mais eficiente e mais económica para o Estado”, permitindo aos utentes regressar às suas casas, ao mesmo tempo que liberta camas hospitalares e evita que lares e unidades de cuidados continuados se tornem a única solução para situações que podem ser acompanhadas em casa.

“Os hospitais precisam de camas, as famílias precisam de apoio e a Segurança Social necessita de mais opções. Queremos e podemos ser parte desta solução”, sublinha Nuno Afonso.

A associação disponibiliza-se ainda para avançar com soluções imediatas e projetos-piloto que testem novos modelos de articulação entre saúde e segurança social, garantindo uma resposta “estruturada e sustentável”.

O apoio domiciliário assegurado pelas empresas do setor funciona 24 horas por dia, 365 dias por ano, com equipas profissionais responsáveis por cuidados de higiene, alimentação, administração de medicação, vigilância, reabilitação e acompanhamento contínuo.

Sem fins lucrativos, a AEPAD tem como missão reforçar a representatividade institucional do setor, promover boas práticas, apostar na formação contínua e incentivar a inovação nos serviços prestados ao domicílio, atuando em todo o território nacional.

SO/LUSA

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