5 Mai, 2022

Em dois anos de pandemia, 2500 médicos e enfermeiros saíram do SNS

Os enfermeiros representam a maioria das saídas. Quanto aos médicos, o Ministério garante que, ainda assim, o saldo é positivo mas os sindicatos mantêm o ceticismo quanto às contratações.

Nos anos de 2020 e 2021, quase na totalidade marcados pela pandemia de SARS-CoV-2, registou-se a saída de mais de 2500 médicos e enfermeiros do Serviço Nacional de Saúde (SNS), segundo avança o Público, com base em dados da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS). Uma parte destes profissionais saiu porque o vínculo com o SNS chegou ao fim; outros rescindiram o contrato.

No total, saíram do SNS, neste período, 1285 médicos especialistas e 3647 enfermeiros , sendo que destes 4932 profissionais, “38% dos médicos especialistas e 49% dos enfermeiros encontravam-se em fevereiro de 2022 com contrato de trabalho ativo em unidades do SNS”. Ou seja, se tivermos em conta os profissionais que regressaram, conclui-se que cerca de 800 médicos e de 1800 enfermeiros deixaram de facto o SNS.

Ainda assim, sublinha a ACSS, “o número total de médicos especialistas registou um aumento de 1210 efetivos, assim como o número total de enfermeiros sofreu um aumento de 4473 profissionais”, o que significa que a saída efetiva de mais de 2500 profissionais foi largamente compensada com outras milhares de entradas.

Nos últimos seis anos, entre dezembro de 2015 e março de 2021, o organismo do Ministério da Saúde contabiliza um saldo positivo no SNS de mais 4198 médicos e de 11.848 enfermeiros.

Contudo, do lado dos sindicatos mantém-se o ceticismo em relação ao número de contratações, perante as dificuldades no preenchimento das equipas em muitos hospitais. “O Ministério da Saúde diz que contratou centenas de médicos, mas a verdade é que os serviços de urgência da esmagadora maioria dos hospitais tem equipas depauperadas em quantidade e em qualidade”, diz o secretário-geral do SIM, Jorge Roque da Cunha.

SO

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