2 Jun, 2021

Dor crónica afeta “cerca de 37% da população adulta portuguesa”

Ao Saúde Online, a presidente da APED sublinhou aelevada prevalência da dor lombar em Portugal e o impacto da pandemia no agravamento destes números.

No âmbito da VII edição do Congresso da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED), cujo enfoque será a “Dor na Coluna”, a presidente da associação Ana Pedro alertou para a prevalência deste tipo de dor a nível nacional. Neste sentido, foi salientado um estudo que revela que “cerca de 37% da população adulta portuguesa sofre de dor crónica”.

Com base nestes dados, o Congresso Anual da APED, com data marcada para os dias 15 e 16 de outubro, terá como principal objetivo “discutir do ponto de vista científico a problemática da dor em Portugal, focando o tema na sua prevenção e de forma especial na dor vertebral/da coluna”, declarou Ana Pedro.

Tendo por base que esta foi a temática selecionada “para discussão pela International Association for the Study of Pain (IASP) para o ano de 2021”, a presidente da APED ressaltou, em entrevista ao Saúde Online, a necessidade de se abordar a “dor, nas suas múltiplas vertentes” e, em especial a “dor lombar, por ser a dor mais prevalente em todo o mundo e também em Portugal”.

Segundo reforça, diversos estudos conduzidos neste âmbito revelam que “a dor lombar foi a condição álgica mais apontada pelos indivíduos envolvidos”, o que destaca a sua influência e “implicação na saúde da pessoa e no rebate socioeconómico da sociedade”.

Quando questionada pelo impacto da pandemia no aumento da dor a nível lombar, a presidente da APED confirmou que “as condições de confinamento e de teletrabalho implicaram sedentarismo e menor atividade física das pessoas”. Como alertou, estes hábitos trazem consequências que se fazem “sentir na saúde do individuo, de forma especial refletidas no segmento vertebral lombar”.

Assim, uma vez que este é “o ponto de charneira de sustentação da carga corporal e o ponto de transição para a postura bípede e marcha do ser humano”, existem vários fatores (como a postura e a sobrecarga de peso) que podem implicar um agravamento do número de pessoas que sofrem desta condição.

No entanto, quando questionada sobre a adesão ao tratamento, tendo por base que este tipo de dor é o mais prevalente na população portuguesa, “faz com que seja a principal causa de procura de apoio na área da saúde”. Ainda assim, como nalgumas situações “as soluções não são imediatas”, uma vez que podem implicar alterações no estilo de vida, “nem sempre as pessoas estão disponíveis ou em condições para o fazer”.

SO

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