18 Out, 2021

DGS emite norma para vacinar contra gastroenterite por rotavírus crianças de grupos de risco

Direção Geral da Saúde divulgou quais considera serem os grupos de risco entre as crianças. Esta doença obriga a mais de 600 internamentos por ano em Portugal.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) emitiu uma norma sobre a vacinação de crianças pertencentes a grupos de risco contra gastroenterite por rotavírus, uma situação que obriga a mais de 600 internamentos por ano em Portugal.

“Ouvida a Comissão Técnica de Vacinação (CTV) e peritos do seu grupo alargado, bem como a Sociedade Portuguesa de Pediatria, foi decidido considerar como grupos de risco para vacinação contra rotavírus crianças pré-termo, de baixo peso e portadoras de doenças graves, diagnosticadas à data do início da vacinação, uma vez que possuem risco acrescido de internamentos prolongados e repetidos, havendo potencial para transmissão nosocomial e doença grave por rotavírus”, refere a norma assinada pela diretora-geral da Saúde, Graça Freitas.

Segundo o documento, os dados de hospitais do Serviço Nacional de Saúde registados em crianças com menos de seis anos, entre 2010 e 2017, indicaram que, em cada ano, são internadas cerca de 615 crianças com gastroenterite por rotavírus.

A maioria desses internamentos hospitalares ocorreram em crianças com menos de 2 anos e foram de curta duração, com uma média de três a quatro dias, e não se registaram mortes atribuídas a doença por rotavírus nesta faixa etária.

Atualmente estão disponíveis no mercado português duas vacinas contra a gastroenterite por rotavírus, a Rotarix e a Rotateq.

Ao abrigo desta norma são consideradas pertencentes aos grupos de risco as crianças com doença cardiovascular grave, doença hereditária do metabolismo, doença hepática, doença renal e doença neurológica, assim como com baixo peso à nascença, hiperplasia suprarrenal congénita, fibrose quística e insuficiência respiratória crónica do lactente.

LUSA

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