29 Mar, 2022

Dadores de sangue diminuíram 30% nos últimos dez anos

A situação não é, para já, crítica. No entanto, perante a quebra constante de dádivas, o Instituto do Sangue quer fidelizar e atrair dadores.

O número de dadores de sangue em Portugal diminuiu 30% entre 2011 e 2020. A dimensão da quebra leva o Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) a tentar encontrar estratégias para fidelizar os dadores e atrair jovens, avança o Jornal de Notícias.

Os números dos Relatório de Atividade Transfusional e Sistema Português de Hemovigilância indicam que, neste período de dez anos, houve menos 82.558 dadores de sangue. O número de dadores regista uma queda constante desde 2011, o ano em que, no período analisado, mais pessoas doaram sangue – mais de 271 mil. Em 2020, foram pouco mais de 188 mil.

Os mais jovens – entre os 25 e os 44 anos – são os menos constantes na dádiva. A somar a isto, os que doam pela primeira vez também são cada vez menos, segundo os dados dados referentes aos três centros de recolha do IPST, em Lisboa, Porto e Coimbra: de 30.660 em 2016, desceram para 24.391 no ano passado.

A situação não é crítica, uma vez que as necessidades também têm vindo a diminuir, e as reservas de sangue encontram-se estáveis. No entanto, o cenário atual de quebra de dádivas levanta preocupação juntos dos responsáveis do IPST, o que levou o instituto a lançar campanhas e apelos à dádiva. A estratégia parece estar a dar frutos, uma vez que o número de primeiros dadores cresceu 7,6% em 2021, em relação a 2020. Também o número de novos dadores cresceu no ano passado na faixa etária entre os 18 e os 24 anos.

O objetivo do IPST passa também por fidelizar os novos dadores, evitando que desistam da dádiva durante largos períodos de tempo.

Para ser dador de sangue, tem de ter entre 18 e 65 anos (o limite de idade para a primeira dádiva é os 60 anos), ter peso igual ou superior a 50 quilos e ter hábitos de vida saudáveis.

SO

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