23 Jun, 2020

Covid-19: INSA vai estudar amostras de doentes com infeção “anormalmente longa”

Este estudo tem como objetivo tentar compreender a situação e poder “apoiar a decisão clínica e de saúde pública”

“A existência de muitos casos de infeção atipicamente longos (superiores a 3-4 semanas), identificados laboratorialmente pela persistência de resultados positivos, tem constituído uma preocupação das entidades de saúde pela necessidade de manutenção de um longo confinamento dos infetados no hospital ou em casa”, refere o INSA num comunicado publicado na sua página na Internet.

Para tentar compreender esta situação, o INSA vai realizar um estudo sobre a integridade genética do coronavírus SARS-CoV-2, que provoca a doença covid-19, e a sua evolução durante o período de infeção com o objetivo de “apoiar a decisão clínica e de saúde pública”.

A investigação vai “estudar uma série de amostras consecutivamente positivas de doentes com infeção anormalmente longa, sujeitando as mesmas a estudos de integridade genómica pela utilização da metodologia de Sequenciação de Nova Geração”.

Segundo o investigador João Paulo Gomes, coordenador deste projeto, o estudo pretende perceber se “o genoma viral do SARS-CoV-2 está ‘inteiro’” ou se está apenas a detetar-se pequenos fragmentos virais não infecciosos, recorrendo à mesma metodologia que está a ser utilizada no estudo de âmbito nacional de variabilidade genética do SARS-CoV-