20 Fev, 2019

Cientistas sugerem que capacidade para fazer flexões pode determinar risco cardiovascular

Um novo estudo, levado a cabo por investigadores da Universidade de Harvard, sugere que as flexões podem servir como indicador de risco para eventos cardiovasculares.

Os investigadores analisaram os dados de quase 1600 bombeiros com mais de 18 anos que fizeram testes físicos numa clínica no Indiana, nos Estados Unidos, entre 2000 e 2007, assim explica o jornal espanhol El País. 

Entre os principais resultados, o estudo revela que o risco de acidentes cardiovasculares é 97% menor entre aqueles que conseguiram fazer mais de 40 flexões em comparação com os que nem atingiram as 10. Esse risco diminuía à medida que os bombeiros conseguiam aumentar o número de flexões.

No decorrer do estudo, os especialistas registaram 37 eventos cardiovasculares, dos quais apenas um correspondia a um participante do grupo de homens que fizeram mais de 40 flexões.

O estudo, publicado na plataforma JAMA Network Open, tem, no entanto, como grande limitação o facto de os participantes serem todos bombeiros, não sendo possível projetar estes resultados para a população em geral. Assim sendo, torna-se necessário a realização de novos estudos e com amostras mais diversas para confirmar a possibilidade de utilizar as flexões como indicador de risco cardiovascular.

Mónica Abreu Silva  

 

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