10 Jan, 2020

Células estaminais melhoram função respiratória em bebés prematuros

Um estudo recente sugere que a administração autóloga de células estaminais de sangue do cordão umbilical pode ajudar a prevenir complicações associadas à prematuridade.

Investigação, publicada na revista científica Stem Cells Translational Medicine, sublinha que células podem ajudar a prevenir complicações associadas à prematuridade, graças às suas propriedades regenerativas, anti-inflamatórias e imunomoduladoras.

Dos 31 bebés prematuros incluídos no estudo, 15 receberam células estaminais do seu sangue do cordão umbilical, em média 7 horas após o nascimento, enquanto os outros 16 receberam uma solução salina (placebo). Para além da infusão, todos os bebés receberam os cuidados habituais de que necessitaram na unidade de Neonatologia.

Ao analisarem os dados, os autores verificaram que, apesar de a diferença não ter sido estatisticamente significativa, registaram-se menos complicações nos bebés que receberam células estaminais. Observou-se, ainda, uma redução significativa do tempo de suporte respiratório de que estes bebés necessitaram, relativamente aos que receberam placebo. Os bebés que receberam as suas células estaminais precisaram de ventilação mecânica e de oxigénio, em média, durante 3 e 5 dias, respetivamente, enquanto que os restantes necessitaram de suporte respiratório durante aproximadamente o dobro do tempo. Esta melhoria pode trazer ainda benefícios indiretos relativamente à inflamação e stress oxidativo a que os pulmões e cérebro dos prematuros estão sujeitos em condições de suporte respiratório.

Segundo os investigadores, o facto de serem células do próprio, minimamente manipuladas e sem adição de químicos, contribuiu para a segurança do tratamento.

Estima-se que nasçam cerca de 15 milhões de bebés prematuros por ano, em todo o mundo. Apesar da evolução dos cuidados neonatais, muitas são as complicações que podem advir de um nascimento prematuro, principalmente por ficar comprometido o desenvolvimento dos diferentes órgãos. O cérebro e os pulmões são dois dos órgãos mais afetados, podendo alguns prematuros sofrer sequelas para toda a vida.

ler mais

RECENTES

ler mais