21 Jul, 2025

Bloco de partos do Hospital de Guimarães vai ser requalificado por 2,2 milhões de euros

A requalificação integral do bloco de partos do Hospital de Guimarães já está em curso e representa um investimento de 2,2 milhões de euros. As obras vão prolongar-se até fevereiro de 2026, mas a prestação de cuidados não será interrompida.

Bloco de partos do Hospital de Guimarães vai ser requalificado por 2,2 milhões de euros

O bloco de partos do Hospital de Guimarães está a ser alvo de uma requalificação profunda, num investimento total de cerca de 2,2 milhões de euros. A intervenção, que decorre em duas fases, deverá estar concluída em fevereiro de 2026, segundo anunciou a Unidade Local de Saúde do Alto Ave (ULSAV).

De acordo com António Marinho, membro do conselho de administração da ULSAV, as obras nas salas destinadas ao parto normal já estão em curso e deverão estar terminadas até novembro. Paralelamente, encontra-se em fase de concurso a empreitada referente aos blocos cirúrgicos destinados a cesarianas, cuja conclusão está prevista para fevereiro do próximo ano.

Durante este período, a prestação de cuidados de saúde manter-se-á inalterada. A ULSAV garante que “a continuidade da assistência está totalmente assegurada”, graças a planos de reorganização e segurança definidos em articulação com as equipas clínicas.

A administração sublinha que esta obra era “há muito aguardada” e representa “um passo decisivo na resposta regional em saúde materna e neonatal”. A intervenção prevê melhorias ao nível das infraestruturas, da tecnologia e da capacidade assistencial, com impacto direto na experiência das grávidas, das famílias e dos profissionais de saúde.

As novas salas de parto foram desenhadas com o objetivo de proporcionar maior conforto, privacidade e dignidade às mulheres, reforçando uma abordagem centrada na humanização do nascimento.

A reorganização funcional dos espaços permitirá uma maior articulação entre os serviços de neonatologia, urgência obstétrica e internamento, o que se traduzirá na otimização de circuitos clínicos e na redução dos tempos de resposta.

Estão ainda previstas áreas específicas para partos naturais, cesarianas e situações de emergência, com melhorias logísticas, tecnológicas e de apoio clínico.

“Estamos a construir uma maternidade ainda mais centrada na proximidade, na segurança clínica e na humanização dos cuidados. Um espaço preparado para o futuro, onde cada nascimento seja vivido com ainda mais qualidade e calor humano”, afirma o presidente do conselho de administração da ULSAV, citado em comunicado.

Em 2023, realizaram-se 2.109 partos na ULS do Alto Ave, com o nascimento de 2.152 bebés. No mesmo período, o serviço registou mais de 10.000 urgências obstétricas e ginecológicas, bem como cerca de 2.300 internamentos obstétricos.

LUSA/SO

Notícia relacionada

Governo autoriza obras de 2,1ME em bloco de partos da maternidade de Viana do Castelo

ler mais

Partilhe nas redes sociais:

ler mais