10 Jul, 2018

BE diz que atrasos na vinculação de precários são inaceitáveis

Catarina Martins, líder do Bloco, afirma que "ainda nem metade" das autarquias iniciaram os processos, subsistindo igualmente atrasos na administração central, de que é exemplo o caso do hospital Rovisco Pais

Em declarações aos jornalistas durante um protesto promovido na povoação da Tocha, Coimbra, por trabalhadores precários do hospital Rovisco Pais, Catarina Martins lembrou que a legislação dizia que o processo de vinculação de precários, nas empresas públicas, deveria estar terminado até 31 de maio “e não terminou” e que há empresas, como a RTP, em que o processo “nem sequer começou”.

A líder bloquista classificou o Rovisco Pais como um dos centros de referência do país na área da reabilitação física e lembrou que de entre os 85 precários que ali prestam serviço, há quem esteja há 15 anos a recibo verde.

“Estamos a falar de trabalhadores que não têm direito a férias, não têm direito a baixa médica, acompanhamento da família, situações de negação, até, do próprio direito à maternidade. São situações muito complicadas que se arrastam há anos com um vínculo que é ilegítimo, porque estas pessoas estão a ocupar um posto de trabalho permanente, portanto têm de estar vinculadas, não podem estar a recibo verde”, afirmou a líder do BE.

Catarina Martins lembrou que a lei que foi criada pretende garantir os direitos dos precários e que “ninguém fica para trás” e que no Rovisco Pais 82 trabalhadores “sabem que têm direito a esse vínculo efetivo e continuam à espera”.

A coordenadora do BE considerou “urgente” a abertura dos concursos para a vinculação daqueles profissionais de saúde, classificando a situação do Rovisco Pais como “verdadeiramente escandalosa e que precisa de ser resolvida rapidamente”.

LUSA/SO/MMM

 

 

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