“Atividade física diminui risco de doença cardíaca em quase 40%”

A propósito do dia Mundial do Coração, celebrado a 29 de setembro, o Dr. Luís Negrão, Assessor Médico da Fundação Portuguesa de Cardiologia, deixa uma mensagem importante, sublinhando as pessoas não desvalorizarem a sua saúde cardiovascular.

Devido a pandemia da Covid-19, foram várias as pessoas que, com medos e receios, deixaram de se deslocar a hospitais e às consultas médicas. Segundo o Dr. Luís Negrão “um terço dos portadores de doença cardíaca crónica sentiram um agravamento da sua situação clínica durante o período de confinamento”, sendo que outro terço dos doentes não recorreu às urgências nem foi às consultas programadas.

Estes são doentes que “agravaram a sua doença cardíaca, a sua incapacidade funcional e são doentes que, mais cedo ou mais tarde, vão ter uma insuficiência cardíaca ou vão ser muito incapacitados”, refere ainda o médico.

Por sua vez, os tratamentos são atrasados, os prognósticos agravam-se e a qualidade de vida das pessoas piora, realça o Dr. Luís Negrão, que alerta ainda para o facto de que nos últimos meses se terem registado 4.500 mortes a mais, em comparação com anos anteriores, não justificadas pelo vírus SARS-CoV-2.

O Assessor da Fundação Portuguesa de Cardiologia partilha ainda com os portugueses as três dicas fundamentais para se manter uma boa saúde cardiovascular. Uma das mais importantes, “difícil mas não impossível”, é deixar de fumar, uma vez que o tabaco é um fator de risco importante. “80% das pessoas com menos de 45 anos que sofrem um enfarte são fumadores”, realça o médico. Diminuir a quantidade de sal ingerida e a prática regular de uma atividade física, “pelo menos durante meia hora, todos os dias” são os dois outros conselhos que o Dr. Luís Negrão deixa aos portugueses.

“Levante-se, caminhe, marche, faça o que quiser, mas não fique sentado. A atividade física regular diminui a probabilidade de ter uma doença cardíaca de quase 40%”, realça o médico.

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