11 Ago, 2021

Alemanha acaba com financiamento de testes para pessoas não vacinadas

Medidas, como o uso de máscara em espaços públicos fechados ou com grandes concentrações de pessoas, vão permanecer em vigor.

A chanceler alemã, Angela Merkel, anunciou que o Estado alemão deixará de suportar os custos dos testes de diagnóstico à doença covid-19 para as pessoas não vacinadas a partir de 11 de outubro.

A decisão foi adotada, por consenso, durante a reunião realizada hoje em formato virtual entre Merkel e os líderes dos 16 Estados federados alemães (designados como Länder), na qual também foram avançadas outras medidas para controlar a evolução da pandemia na Alemanha, onde os novos casos de infeção têm vindo a aumentar e o ritmo da vacinação está a abrandar.

No comunicado final da reunião, os líderes argumentaram que até ao dia 11 de outubro todas as pessoas no país terão tido a possibilidade de se vacinar contra a covid-19, tendo em conta a atual oferta de doses disponíveis no território alemão.

A regra que acaba com o financiamento estatal dos testes exclui os menores de 18 anos e pessoas com contraindicações médicas.

Na reunião também ficou acordado que os testes de diagnóstico serão obrigatórios para os ambientes fechados e para ter acesso a grandes eventos realizados em zonas que apresentem uma incidência acumulada em sete dias de 35 casos por cada 100 mil habitantes.

A incidência nacional acumulada registada esta terça-feira era de 23,5 casos por cada 100 mil habitantes.

Outras medidas de segurança, como o uso de máscara em espaços públicos fechados ou com grandes concentrações de pessoas, bem como o distanciamento social, vão permanecer em vigor no país e serão revistas de quatro em quatro semanas.

O objetivo, segundo referiu a chanceler alemã, é “reagir com medidas leves” face à evolução da pandemia, de forma a tentar “evitar medidas dramáticas”.

O foco atual das autoridades alemãs é “abrandar a evolução” dos contágios pelo novo coronavírus e promover a vacinação, acrescentou Merkel.

A chanceler alemã descreveu como “uma má notícia” a quebra registada na taxa de vacinação nas últimas semanas, admitindo que o decréscimo da procura pode estar associado ao período de férias e que a situação poderá alterar-se com o início do ano letivo.

A líder também explicou que, em função dos efeitos da campanha de vacinação, as autoridades vão começar a ter em conta mais variáveis, além da incidência acumulada de casos, para traçar e adotar medidas restritivas.

“Precisamos de um aumento [da quota de vacinação]. É preciso uma maior proteção”, afirmou Merkel, indicando que atualmente 80% da população alemã com mais de 60 anos já tem o esquema vacinal completo.

A política defendeu, no entanto, que o “ideal” seria ter uma quota superior a 90% nesta faixa etária e uma imunização a nível nacional que excedesse os 75%.

De acordo com os dados do Ministério da Saúde alemão, recolhidos até segunda-feira, 62,5% da população alemã (52 milhões de pessoas) tinha recebido pelo menos uma dose da vacina anti-covid e 55,1% (45,8 milhões) já tinha o processo de imunização completo.

Nas últimas 24 horas, a Alemanha contabilizou 2.480 novos contágios pelo coronavírus SARS-CoV-2 e 19 mortes associadas à covid-19, segundo o Instituto Robert Koch, a autoridade responsável pela prevenção e controlo de doenças no território alemão.

Desde o início da crise pandémica, a Alemanha contabiliza 3.794.429 casos e 91.803 mortes.

LUSA

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