Seguro reitera apelo a pacto para a saúde e diz ser dever de todos melhorar SNS
O Presidente da República, António José Seguro, reiterou o apelo a um pacto para a saúde e afirmou que é dever de todos melhorar o Serviço Nacional de Saúde, que considerou uma das grandes realizações da democracia portuguesa e essencial para garantir o acesso universal à saúde.

O Presidente da República, António José Seguro, afirmou que é dever de todos melhorar o Serviço Nacional de Saúde (SNS), que considerou imprescindível, e reiterou o apelo ao pacto para a saúde que propôs ainda durante a campanha eleitoral.
António José Seguro deixou estas mensagens num discurso na cerimónia de entrega do Prémio António Champalimaud de Visão, em que elogiou a “excelência científica” da Fundação Champalimaud, mas aproveitou também para falar “de um outro António: António Arnaut, o jurista e o político que desenhou o SNS”.
Perante o primeiro-ministro e a ministra da Saúde, entre outros convidados, o chefe de Estado referiu que se assinalava naquele dia o 47.º aniversário do SNS, que apontou como “uma das grandes realizações da democracia portuguesa”, defendendo que “não há saúde ao serviço de todos sem um sistema público que a garanta”.
“O SNS continua, 47 anos depois, a cuidar de milhões de portugueses. É dever de todos melhorar uma das maiores conquistas da democracia portuguesa. É esse o sentido do pacto para a saúde que lancei no início do meu mandato e para o qual é necessário canalizar todas as nossas energias. Uma democracia forte precisa de um SNS que promova o acesso à saúde a tempo e horas”, afirmou.
O Presidente da República argumentou que “não há democracia plena sem que o direito à saúde seja de facto universal” e que “o SNS é uma das grandes realizações da democracia portuguesa, porque nasceu de um princípio profundamente democrático: o de que a saúde é um direito de todos e não um privilégio de alguns”.
“Garantir cuidados de saúde a cada cidadão independentemente dos seus recursos é concretizar na vida quotidiana os valores da igualdade, da dignidade e da solidariedade que a democracia consagra. A democracia não se mede apenas pelo direito de votar, mede-se também pela capacidade de transformar liberdade e igualdade em condições concretas da vida das pessoas”, acrescentou.
Relativamente ao pacto para a saúde que propôs ainda enquanto candidato presidencial, António José Seguro anunciou, em 24 de abril, a escolha do médico e antigo ministro da Saúde Adalberto Campos Fernandes para coordenar a sua construção. A Presidência da República confirmou então que o Pacto Estratégico para a Saúde constitui uma área prioritária do mandato presidencial.
O Prémio António Champalimaud de Visão foi atribuído, nesta edição, aos investigadores Botond Roska e José-Alain Sahel, pelo trabalho inovador que permitiu a pessoas com deficiência visual ou cegas devido a doenças da retina recuperar a visão.
António José Seguro elogiou a Fundação Champalimaud, que qualificou como “um centro de referência mundial”, e expressou reconhecimento e admiração pelos premiados.
Segundo o chefe de Estado, tanto António Champalimaud como António Arnaut foram “pessoas que fazem a diferença”, que “tiveram a coragem de pensar para além do seu próprio tempo” e “de construir obras cujos frutos sabiam à partida que não veriam completos”.
No final da sua intervenção, considerou que a história da medicina demonstra que ninguém faz nada sozinho, que a divisão enfraquece e que “a união entre investigadores, entre instituições, entre países, entre saberes” fortalece todos.
LUSA/SO
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