16 Fev, 2026

Utentes denunciam falhas no acesso a fármacos oncológicos, hospital fala em controlo de stocks

Queixas de doentes oncológicos sobre dificuldades no acesso a medicação no Hospital de Braga estão a gerar tensão entre utentes e administração. Enquanto a comissão de utentes fala em interrupções no fornecimento, o hospital garante que não há rutura.

Utentes denunciam falhas no acesso a fármacos oncológicos, hospital fala em controlo de stocks

A Comissão de Utentes da Saúde de Braga alertou para relatos de doentes oncológicos que dizem não estar a receber, desde a passada quinta-feira, a medicação necessária para dar continuidade aos tratamentos de quimioterapia no Hospital de Braga.

Segundo o coordenador da comissão, José Lobato, os contactos começaram a surgir a 12 de fevereiro e referem situações em que os doentes deixam de receber os medicamentos habituais, sendo informados de que o hospital se encontra em processo de reorganização. Em alguns casos, acrescenta, os utentes terão sido obrigados a adquirir a medicação em farmácias, suportando os custos.

Em resposta escrita enviada à Lusa, o hospital rejeita a existência de qualquer rutura de fármacos, explicando que está apenas a ser feita uma gestão mais controlada das quantidades entregues, com o objetivo de garantir a continuidade dos tratamentos para todos os doentes.

A administração admite, no entanto, que esta opção possa ter implicado deslocações mais frequentes por parte dos utentes, sublinhando que, ainda assim, a segurança terapêutica não foi posta em causa. A Unidade Local de Saúde de Braga assegura que o serviço continua a funcionar dentro dos padrões de eficácia exigidos.

Numa nota publicada nas redes sociais, a comissão de utentes manifesta preocupação com a situação e recorda que o acesso regular à medicação faz parte dos direitos dos doentes e das obrigações do Serviço Nacional de Saúde.

A Comissão de Utentes da Saúde de Braga exige esclarecimentos públicos sobre os medicamentos abrangidos, as razões da situação e o prazo para reposição da normalidade. José Lobato adianta ainda que está a preparar uma exposição para várias entidades políticas e institucionais nacionais.

LUSA/SO

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