18 Jan, 2023

Curso de Medicina. Hospital de Gaia recusou fazer protocolo com a Univ. Fernando Pessoa

Apesar disso, a instituição consta da proposta com que a Universidade Fernando Pessoa garantiu a aprovação do seu novo curso de Medicina.

Curso de Medicina. Hospital de Gaia recusou fazer protocolo com a Univ. Fernando Pessoa

A agência responsável pela acreditação do ensino superior deu luz verde à criação de um curso de Medicina na Universidade Fernando Pessoa, no Porto. Contudo, para além do parecer negativo da Ordem dos Médicos, esta universidade privada viu recusado um protocolo de colaboração que apresentou ao Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVHGE), escreve o Público.

A administração do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho analisou a proposta e decidiu-se pela não colaboração em outubro de 2021. Apesar disso, a instituição consta da proposta com que a Universidade Fernando Pessoa garantiu a aprovação do seu novo curso de Medicina.

Em comunicado, o conselho de administração do centro hospitalar “esclarece que, tendo recebido uma proposta de protocolo da entidade em questão, deliberou pela não assinatura do referido protocolo”. Uma decisão que foi “remetida” para o conselho da Universidade Fernando Pessoa a 15 de outubro de 2021.

Além do Hospital de Gaia, a universidade privada refere, também, protocolos assinados com os centros hospitalares de Entre-Douro e o Vouga, em Santa Maria da Feira, e o Tâmega e Sousa – ambos confirmaram ter acordo com a Universidade Fernando Pessoa.

Recorde-se que a Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES) refere que, para já, o curso está acreditado para apenas um ano, sendo que, no final desse período, a Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Fernando Pessoa deve apresentar um relatório em que demonstra ter cumprido um conjunto de seis condições.

Entre outros aspetos, devem apresentar o plano de investigação e desenvolvimento na área da Medicina, assegurar os processos de harmonização e coordenação pedagógica com as unidades assistenciais envolvidas e estabelecer um acordo para os mecanismos de distribuição dos estudantes no ensino no ensino clínico junto de instituições do Serviço Nacional de Saúde.

Para já, o novo curso pode abrir um máximo de 40 vagas, estando previsto o aumento progressivo “até ao objetivo de 60 por ano”. Por outro lado, 80% dos lugares disponíveis destinam-se a estudantes estrangeiros.

SO/LUSA

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