27 Jul, 2022

30% dos doentes covid desenvolveram delirium nos Cuidados Intensivos

Na avaliação, após alta do Serviço de Medicina Intensiva do CHUSJ, destaca-se que 23 e 21% dos sobreviventes apresentavam sintomatologia depressiva e ansiosa.

Depressão, ansiedade e alterações cognitivas são manifestações comuns em doentes recuperados de estados graves de covid-19, em acompanhamento até um ano após a alta hospitalar. A conclusão é de um estudo que envolveu investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), do CINTESIS e do Centro Hospitalar Universitário São João (CHUSJ).

Na avaliação após alta do Serviço de Medicina Intensiva do CHUSJ, destaca-se que 23 e 21% dos sobreviventes apresentavam sintomatologia depressiva e ansiosa, respetivamente, e 19% apresentavam alterações cognitivas. Os participantes tinham, em média, 61 anos, a maioria era do sexo masculino (67%) e casados (74%).

Ao longo do internamento nos cuidados intensivos, 30% dos doentes desenvolveu delirium (estado confusional agudo) e mais de metade necessitou de sedação profunda, com uma duração média de 27 dias. De acordo com a investigação, cerca de 53% precisou de ventilação mecânica invasiva, numa média de 33 dias.

Lia Fernandes, psiquiatra e investigadora principal, alertou, em comunicado, que “esta condição se caracteriza pelo aparecimento ou agravamento de complicações físicas, cognitivas e/ou psiquiátricas, que podem persistir meses a anos após a alta, dificultando a recuperação destes doentes”.

SO/COMUNICADO

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