8 Jul, 2019

VIH. Portugal atingiu metas mas tem de melhorar diagnóstico precoce

A secretária de Estado da Saúde diz que Portugal “não pode ficar descansado”, apesar de ter alcançado as metas da ONU.

VIH. Portugal atingiu metas mas tem de melhorar diagnóstico precoce

Raquel Duarte louvou o esforço do país para atingir as metas definidas pelas Nações Unidas para o VIH/sida, mas considerou que não se pode “festejar demasiado” nem “ficar descansado”.

“O futuro vai exigir que trabalhemos muito mais. Temos de aumentar a literacia da população, reduzir comportamentos de risco em toda a população, temos de alargar os rastreios e chegar à população que não se considera em risco, temos de garantir uma adesão ao tratamento até ao final”, afirmou em declarações à agência Lusa à margem da apresentação de resultados sobre o VIH/sida hoje feita em Lisboa.

A secretária de Estado, que é também médica, vincou a necessidade de as infeções por VIH serem diagnosticadas mais precocemente, reconhecendo que ainda se demora “muito tempo” a chegar ao diagnóstico. A demora média na população em geral é de 3,4 anos, mas no caso dos homens heterossexuais sobe para mais de cinco anos.

“Temos de trabalhar nas populações que percebem o risco, mas também na população que não o reconhece”, indicou.

A Direção-geral da Saúde anunciou hoje que Portugal atingiu as três metas definidas pela Organização das Nações Unidas (ONU) quanto ao controlo da infeção VIH/sida.

As três metas definidas pelo programa da Organização das Nações Unidas para o VIH/SIDA (ONUSIDA) indicavam que até 2020 se devia atingir o objetivo de ter 90% das pessoas infetadas por VIH diagnosticadas e que, dessas, 90% estivessem a fazer tratamento e, por sua vez, 90% delas apresentassem carga viral indetetável.

Para 2030, a ONU determinou que as metas sejam elevadas a 95%.

LUSA/SO

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