19 Nov, 2021

Venderam-se menos 1,5 milhões de embalagens de antibióticos em Portugal desde o início da pandemia

A redução do consumo destes medicamentos pode ser justificada pelas práticas de controlo da pandemia covid-19 e pelo afastamento dos cuidados de saúde.

Desde o início da pandemia de covid-19, o consumo de antibióticos em Portugal reduziu significativamente, com menos de 1,5 milhões de embalagens vendidas nas farmácias,de acordo com dados disponibilizados pelo Infarmed. Também em meio hospitalar venderam-se menos 600 mil unidades de comprimidos, canetas, sol, injetável e outras, confirma o Jornal de Notícias.

Numa análise destes números, o diretor do programa de prevenção e controlo de infeções e de resistência aos microbianos, José Artur Paiva, justifica esta diminuição do consumo de antibióticos pela redução do número de infeções promovida pelo uso de máscara, higienização das mãos e distanciamento associado às práticas adotadas para combater a covid-19. Também o afastamento generalizado da população da prestação de cuidados de saúde explica a consequente diminuição da prescrição destes medicamentos.

José Artur Paiva louva estes números, considerando que existe uma “pandemia oculta” a nível mundial, com 750 mil mortes por ano, por infeção provocada por bactérias multirresistentes, à qual Portugal não escapa com uma média de três mortos por dia pelo mesmo motivo. O especialista reforça, assim, a necessidade de se continuar a combater a utilização excessiva, com o propósito de se evitar o número de mortes associadas à resistência ao medicamento.

“Portugal era o 7º e o 8º país da Europa com o mais alto consumo de antibiótico em ambulatório”. Após a criação do programa de prevenção e controlo de infeções e de resistência aos microbianos, o país “já está abaixo da média europeia no consumo de antibióticos em ambulatório e dentro da média no consumo hospitalar”.

SO

ler mais

RECENTES

ler mais